O projeto PLC 77/2018 regulamenta a privatização das distribuidoras na região Norte.

Venda das distribuidoras do Sistema Eletrobras pode entrar na pauta do Senado nesta terça (9/10)

O presidente do Senado, Eunício Oliveira, anunciou que as votações serão retomadas nesta terça-feira (9/10). A informação consta do portal do Senado, publicada no dia 4/10.
 
Na pauta do Plenário, está o projeto que vai facilitar a privatização de distribuidoras da Eletrobras.

O PLC 77/2018 regulamenta a privatização de distribuidoras da Eletrobras na região Norte do país. A aprovação do texto é o que falta para permitir ao governo vender a Amazonas Energia, distribuidora da estatal no Amazonas.
 
O leilão da Amazonas Energia estava marcado para o último 26 de setembro, mas o BNDES remarcou o leilão para 25 de outubro.
 
Ao todo o governo esperava vender seis distribuidoras da Eletrobras nas regiões Norte e Nordeste. O leilão da Companhia Energética de Alagoas (Ceal), no entanto, está impedido graças a uma decisão liminar do Supremo Tribunal Federal (STF).


Fonte: FNU
Foto: Amazonas Energia - Programa Luz para Todos/Divulgação

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Defesa da engenharia, da Eletrobras e da soberania nacional são os temas abordados, em vídeo, pelos engenheiros Clovis Nascimento (presidente da Fisenge) e Olímpio Alves dos Santos (presidente do Senge-RJ). Ambos declaram apoio integral à paralisação dos trabalhadores do setor elétrico. Clique e confira abaixo!

• Clovis Nascimento
• Olímpio Alves dos Santos

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Com pessoal da administração e da manutenção em greve, categoria mantém 100% da operação, acima do exigido pela Justiça e sem prejuízos à população, para forçar o governo a negociar

FOTO: MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL

Eletricitários: 'Queremos resguardar nossos direitos e manter a Eletrobras pública'

Trabalhadores querem saída do presidente da Eletrobras, responsável, segundo eles, pela política privatista

São Paulo – Segundo o coordenador do Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE), Fernando Pereira, a greve de três dias anunciada pelos trabalhadores da Eletrobras, que teve início na primeira hora desta segunda-feira (11), conta com ampla adesão dos setores administrativo e de manutenção em todo o país. Já o setor de operações funciona com o quadro completo, sem prejuízos à população. 

Pereira diz que o fato de o setor operacional não ter paralisado é uma demonstração de "boa vontade" da categoria, já que até mesmo o Tribunal Superior do Trabalho (TST), em decisão que reconheceu a legalidade da greve, estabeleceu funcionamento mínimo de 75%. 

Segundo o CNE, ligado à Federação Nacional dos Urbanitários (FNU-CUT), a categoria quer a derrubada de projetos em tramitação na Câmara e no Senado que tem como objetivo a privatização da Eletrobras, e também são contra projeto de portabilidade da conta de energia, que, segundo eles, traria consequências desastrosas para as distribuidoras. Os eletricitários também reivindicam a saída imediata do presidente da Eletrobras, Wilson Pinto Ferreira Júnior, identificado como símbolo do processo de privatização e de destruição da estatal.

"Nesse momento, estamos dando uma demonstração que o nosso interesse não é prejudicar a população, queremos resguardar nossos direitos e manter a Eletrobras pública, o que é bom para todos. Sem a privatização, significa que a nossa conta de luz não vai disparar, como disparou o combustível durante a semana de greve. Esse é o nosso compromisso", declarou o coordenador do CNE. 

Os trabalhadores esperam, ainda na manhã desta segunda, que a Eletrobras apresente uma nova proposta de acordo coletivo de trabalho (ACT), já que aquela que foi apresentada na última quinta-feira (7) foi rejeitada pela categoria, pois trazia reajuste dos salários abaixo da inflação e a retirada de cláusulas previstas em acordos anteriores.

 

FONTE: RBA

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Segunda, 30 Janeiro 2017 10:06

ARTIGO: "A PLR no Sistema Eletrobras"

Com a implantação da Participação nos Lucros ou Resultados – PLR - nas empresas, abriram-se novas possibilidades de discussão de temas além da questão remuneratória pelo movimento sindical.

*Por Adelson Neves

A PLR possibilita às empresas discutirem questões colocadas pela atual dinâmica da economia, demandando maior qualificação profissional, gestão participativa e maior comprometimento do trabalhador com os objetivos empresariais. Já com relação à classe trabalhadora, é mais uma forma de usufruir de uma maior parte dos ganhos produzidos pela empresa e que não são transferidos aos salários.

Não se pode afirmar que a participação nos lucros é uma forma de resolver a questão social do trabalhador, mas não deixa de ser um procedimento moderno de integração do empregado à empresa, onde a colaboração desta classe participa dos resultados obtidos pelo empregador.

A Participação nos Lucros ou Resultados é um tipo de Remuneração Variável que institui parceria entre capital e trabalho estabelecendo condições para o desenvolvimento harmonioso nas relações trabalhistas e permitindo negociações objetivas, onde ambas as partes se comprometem em alcançar objetivos coletivos e empresariais.

No setor elétrico, a PLR tem grande importância na pauta das negociações coletivas de trabalho, onde os sindicatos têm mobilizado as categorias profissionais visando ampliar a participação dos trabalhadores nos resultados financeiros das empresas.
As empresas estatais do Sistema Eletrobrás já adotam a Remuneração Variável na modalidade PLR – Participação nos Lucros ou Resultados. Essa sistemática adotada visa basicamente o critério de Lucro com Metas e Indicadores que variam de empresa para empresa que compõem a holding.

O novo modelo proposto da PLR introduz o Contrato de Metas de Desempenho Empresarial – CMDE, que padroniza as metas e indicadores entre as empresas, buscando assim, o equilíbrio na apuração final dos resultados.

Em consonância com a determinação de sentença conciliatória do Tribunal Superior do Trabalho, TST, e com a proposta apresentada pela Eletrobrás para as PLRs de 2015 e 2016, serão distribuídas duas folhas salariais com base em RESULTADOS – Metas Operacionais (1 folha) e no LUCRO – Lucratividade (1 folha), esta última dividida em Meta EBITDA¹ ou LAJIDA² de cada empresa (1/2 folha) e no lucro da holding (1/2 folha). Este modelo, ainda que necessite de aperfeiçoamento, está em conformidade com as expectativas da classe trabalhadora, porque não se condiciona apenas ao lucro das empresas.

¹ EBTIDA: Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization
² LAJIDA: Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização

 

*Adelson Neves é engenheiro eletricista e membro do Conselho Fiscal do Senge-PE

ARTIGO: "A PLR no Sistema Eletrobras"

 

 

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Foi homologado, hoje (21/9), o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) do Sistema Eletrobras, no Tribunal Superior do Trabalhado (TST), em Brasília. Segundo o diretor da Fisenge e do Senge-RJ, Gunter Angelkorte, o ministro mediou a proposta para garantir a manutenção dos direitos. O reajuste foi dividido em duas parcelas, uma em maio (5%) e, a partir de 15/9, o complemento de 4,28%, totalizando 9,28% referente ao IPCA de maio. O pagamento do segundo talão de tíquete-alimentação de 2017 foi registrado na carta-compromisso assinada pela direção da Eletrobras. “Esta foi uma negociação muito dura para os trabalhadores. Precisamos reafirmar nossos direitos e lutar em defesa do Sistema Eletrobras público e estatal”, disse Gunter. Já sobre os dias de paralisação, o ministro decidiu que o período que ultrapassar cinco dias, 1/3 será abonado e o restante compensado. “Querem transformar o país em colônia com a proposta de flexibilização da jornada de trabalho e do programa de privatizações”, criticou Gunter analisando a atual conjuntura política do país.

Sistema Eletrobras: Ministro do TST homologa acordo coletivo

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