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"Semana de Meninas e Mulheres na Ciência" começa hoje na UERJ

A Primeira Semana De Meninas E Mulheres Na Ciência é um evento idealizado e organizado por mulheres que estudam e atuam em diversas áreas das ciências. A criação deste evento surge com o intuito de incentivar meninas que ainda estão em idade escolar a conhecer as ciências e motivá-las para que acreditem que mulheres podem ocupar todos os espaços na sociedade. Além disso, a semana será um meio de promover palestras e debates sobre o tema, dando visibilidade para mulheres cientistas e estimulando a reflexão sobra a desigualdade de gênero neste setor.

O evento ocorrerá do dia 5 a 9 de novembro de 2018, contando com oficinas para mostrar diferentes ramos das ciências para meninas a partir de 12 anos. Para todos os públicos, serão promovidas palestras com mulheres líderes em suas áreas de atuação, onde poderão contar suas trajetórias, incluindo os preconceitos e desafios que enfrentaram em suas carreiras. No encerramento, será realizada uma feira de ciências, onde as pequenas cientistas poderão mostrar suas ideias e haverá a premiação das mais inovadoras. No último dia de evento também será realizada uma mesa redonda, a qual mulheres cientistas poderão discutir diversos assuntos, compartilhando suas visões com o público. Estarão em foco todas as áreas de ciências e tecnologias que ainda encontram-se dominadas por homens, como as Engenharias, Geologia, Física e Química.

Os maiores objetivos da Primeira Semana De Meninas E Mulheres Na Ciência são destruir quaisquer estereótipos de gênero já construído sobre mulheres nas ciências na cabeça das meninas, dar visibilidade a mulheres cientistas e fomentar o debate sobre a desigualdade de gênero nas ciências.

Confira programação no site do evento: https://bit.ly/2qtM8BR

 

Fonte: #MMCiência

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Abenge confere prêmio a mulheres que se destacam na educação em engenharia no Brasil

Foto: Divulgação

Prêmio Edwiges Hor-meyll - Abenge é uma homenagem à primeira engenheira formada no Brasil, ex-aluna Poli-UFRJ, em 24 de abril de 1920.

A diretora da Escola Politécnica da UFRJ (Poli-UFRJ), prof.ª Cláudia Morgado, foi uma das agraciadas do Prêmio Edwiges Hor-meyll, que homenageia as mulheres que se destacaram na educação em Engenharia, especialmente as diretoras pioneiras de escolas de engenharia centenárias do Brasil. A premiação aconteceu ontem (3/9), à noite, na cerimônia oficial de abertura do XLVI Congresso Brasileiro de Educação em Engenharia (Cobenge2018), em Salvador (BA), quando a Associação Brasileira de Educação em Engenharia (Abenge) lançou a campanha “Mais Mulheres na Engenharia”.

“Agradeço o prêmio e parabenizo à Abenge por criar a campanha “Mais Mulheres na Engenharia”. É muito importante estimular a presença feminina na Engenharia, como em todas as áreas do conhecimento”, disse a prof.ª Cláudia Morgado. 

Também receberam o Prêmio Edwiges Hor-meyll as engenheiras e professoras Esmeraldina Pereira da Silva (in memorium, Diretora da Escola Politécnica da Universidade de Pernambuco, 1974-1975), Ana Maria de Mattos Retti (Diretora da Abenge, 1991-1995 e 2013-2015), Denise Caperna Coitinho Dal Molin (Diretora da Escola de Engenharia da UFRGS, 2008-2012), Leila Figueiredo de Miranda (Diretora da Escola de Engenharia da Universidade Presbiteriana Mackenzie, 2011-2017), Tatiana Bittencourt Dumet (Diretora da Escola Politécnica da UFBA, 2014-2018), Adriana Maria Tonini (Diretora do CNPq, na área de Ciências Exatas, Engenharia e Computação, 2016-2018), e Liedi Legi Bariani Bernucci (Diretora da Escola Politécnica da USP, 2018-2022).

Na ocasião, o CNPq apresentou chamada para campanha voltada para a educação básica “Meninas nas Ciências Exatas, Engenharias e Computação”, cujo o objetivo é o estímulo à participação e à formação de meninas e mulheres para as carreiras de ciências exatas, engenharias e computação.

 

Fonte: Divulgação

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Primeiro dia do COBENGE 2018 discute novas diretrizes para cursos de Engenharia

Iniciou ontem (03) e vai até o dia 06 de setembro o XLVI Congresso Brasileiro de Educação em Engenharia (COBENGE), evento promovido pela Associação Brasileira de Educação em Engenharia – ABENGE e do qual do Senge-BA é um dos patrocinadores. Em 2018, o evento traz como tema principal “Educação Inovadora para uma Engenharia Sustentável”. O Senge-BA está representado pela vice-presidente, a Engenheira de Alimentos e professora da UEFS, Márcia Nori.

Conforme explica o presidente da ABENGE, Vanderli Fava de Oliveira, o Congresso é voltado para o debate sobre diretrizes inovadoras para os cursos de engenharia, buscando alinhá-los com as tendências mundiais. “Durante o evento nós vamos discutir também aprendizagem ativa, metodologias inovadoras, questões de implantação de cursos por competência e teremos também grupos de trabalho que irão tratar de assuntos especiais, como a matemática e a ciência no curso de engenharia, como elaborar novos currículos… Enfim, é um evento que trata de tudo aquilo relacionado à busca de melhorias para a formação de engenharia no Brasil, que é o único fator de desenvolvimento de qualquer país que queira se emancipar”.

O primeiro dia de evento foi dedicado ao debate sobre as novas  Diretrizes Curriculares Nacionais  (DCNs) dos Cursos de Engenharia, cujos objetivos seriam tornar os currículos mais flexíveis, interdisciplinares e focados na inovação. A base da proposta foi elaborada pela ABENGE e  pela Mobilização Empresarial pela Inovação da Confederação Nacional da Indústria (MEI/CNI), com contribuições do CONFEA.

Para o presidente do Crea-BA e professor da UFBA, Luís Edmundo Prado de Campos, é importante manter o diálogo sobre quaisquer que sejam das Diretrizes; destaca entretanto, que nova proposta traz vantagens especialmente no que se refere a uma mudança de paradigma de avaliação: “essa nova diretriz vem com uma mudança que, ao invés de avaliar por conteúdo, avalia por competência. Aí entra um grande problema para a gente, porque estamos sempre acostumados a avaliar por conteúdo, como avaliar em competência? Então temos que repensar isso, repensar na universidade porque acho que é a melhor forma mesmo”, avalia.  Outro ponto positivo, segundo ele, seria facilitar a formação continuada: “você pode imaginar que uma pessoa pode fazer cursos e ir adquirindo competências, que serão colocadas na sua atribuição profissional a todo momento. Antigamente, nós tínhamos que aprender tudo em cinco anos e achávamos que iriamos levar o resto da vida com aquele conhecimento na cabeça… Então são coisas boas, modernas, para essa juventude que está aí, com uma forma diferente de ensinar e aprender, então acho que a gente tem que se adequar a essa realidade”.

Representante da MEI/CNI, Zil Miranda considera que é necessário atualizar currículos e melhorar a formação de engenheiros e engenheiras para garantir recursos humanos capazes de contribuir para a competitividade e inovação das empresas e o desenvolvimento do país. “Para a gente é uma satisfação enorme estar aqui no COBENGE porque essa articulação entre a academia, empresas e governo é essencial para a gente melhorar nosso ambiente competitivo, melhorar nossas políticas. Toda essa discussão que a gente faz aqui de aprimoramento das Diretrizes vai convergir para uma formação melhor que é o que a gente tanto carece. É modernizar para acompanhar toda essa mudança tecnológica que está acontecendo e que o nosso engenheiro precisa ser melhor preparado para esses desafios que já estão aí”. Ela também ressaltou que é objetivo da MEI – entidade formada por mais 200 empresas nacionais e estrangeiras – é colocar a inovação como estratégia perene de crescimento das empresas e contribuir com subsídios para o aprimoramento de políticas públicas. “Para a gente a discussão de recursos humanos é fundamental porque a gente sabe que nenhum país consegue se desenvolver de verdade, se tornar competitivo, se a gente não tiver mão de obra qualificada. Por isso a gente trabalha a agenda de RH hoje especialmente focada na área de engenharia, porque engenheiro é basilar, a gente precisa da engenharia para o desenvolvimento científico e tecnológico. Claro que a gente precisa também de outras formações, mas o engenheiro é fundamental, ele está ali na base do que a gente vê como nossa competitividade”.

Reforçando a necessidade de realizar um amplo diálogo, o Conselheiro Federal do Confea, André Luiz Schuring, que representa o presidente Joel Krüger no evento, lembra que as estruturas curriculares têm impacto direto no momento da atribuição de competência. “Eu só consigo dar atribuição em cima da formação que o engenheiro teve na faculdade. Então se ele, por exemplo, entender que é um engenheiro civil e não conseguiu aprender na faculdade – ou não teve essa matéria na faculdade – sobre estruturas e uma série de outras identificações que é o que a sociedade imagina da engenharia, nós não podemos conceder título para ele e aí vai ter um problema muito sério. Por esse motivo o Confea entende que precisa ser ouvido e nós, Conselheiros Federais, estamos imbuídos nessa discussão”.

A professora Sara Rios, da Universidade Estadual de Feira de Santana, pondera é preciso ainda entender as razões para a mudança: “lá [na UEFS] a gente debateu esse assunto com a preocupação de por que mudar. As DCNs que nós temos  são de 2002, relativamente novas, e elas já têm possibilidade de flexibilização, já preveem o ensino em habilidades e competências, então a gente não percebeu a imediata necessidade dessa alteração. Flexibilizar é favorável, isso ninguém nega, mas  isso já está previsto na resolução de 2002. A gente também questionou a questão de não ter novos agentes [na elaboração do projeto], sociedade civil organizada, sindicatos, a gente sente falta de um debate mais transdisciplinar, já que é essa a proposta”.

Mulheres na Engenharia 

Durante o COBENGE  aconteceu também o lançamento da campanha “Mais Mulheres na Engenharia” e a entrega da primeira edição do prêmio Edwiges Becker Hor-Meyll, que homenageou mulheres que se destacam na educação em engenharia no Brasil. A professora Tatiana Dûmet, diretora da Escola Politécnica na UFBA foi uma das homenageadas e, durante seu discurso destacou sua trajetória profissional e apontou alguns desafios que permanecem para as mulheres como a permanência nas universidades a ascensão nas carreiras. “É uma grande honra receber esse prêmio ao lado de outros exemplos de destaque na educação em engenharia no Brasil”, afirmou ela, que dedicou o prêmio à mãe, que estava presente na cerimônia. Para a pesquisadora Maria Rosa Lombardi, referência no estudo de divisão sexual do trabalho, que também estava presente, os “casos exemplares” são importantes para inspirar as mais jovens, porém é necessário ter em mente que a desigualdade de gênero é um problema estrutural da sociedade: “A gente sabe que mulheres e homens partem de patamares diferentes para ingressar nas profissões. Quantas outras não conseguiram progredir, quantas o sofreram assédio moral?”, questiona. Mas acredita que há avanços a serem comemorados “Acho que estamos caminhando, barreiras continuam existindo, mas acho que há coisas positivas na luta”.

 

Fonte: Senge-BA

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23 de junho é o dia internacional das mulheres na engenharia, uma iniciativa da Women's Engineering Society (WES), instituição e rede profissional de mulheres engenheiras, cientistas e tecnólogas do Reino Unido. As mulheres ainda enfrentam muitas dificuldades no mercado de trabalho. Dados da RAIS/MTE apontam que em 2016 apenas 36% dos postos de trabalho eram ocupados por mulheres na engenharia. De acordo com informações do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (CONFEA), o número de mulheres registradas é de 202.136 em 2018, enquanto o número de homens é de 1.213.523. Pensando nisso, listamos algumas das engenheiras que tiveram um papel de extrema importância, não só para a igualdade de gênero, como também para a evolução da engenharia.

Aida Espinola: engenheira química que chefiou o laboratório que explorou o primeiro poço de petróleo no Brasil. Trabalhou, inicialmente, no Laboratório de Produção Mineral, como responsável pelas análises dos minérios brasileiros, que resultou em várias medalhas, como, por exemplo, a "Medalha Fritz Feigl" e a "Medalha João Christovão Cardoso" do Instituto de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro. E muitas outras honrarias, sendo, a principal, nos últimos anos, o título de Pesquisadora Emérita do CNPq, que recebeu em 17 de abril de 2006, das mãos do Vice-Presidente da República do Brasil, Sr. José de Alencar. O seu laboratório foi escolhido pela NASA, entre numerosos outros laboratórios, para análise das rochas recolhidas na Lua, em locais pré-determinados, antes do início do Projeto Apollo.
7 mulheres que se destacaram na engenharia

Ana Primavesi: engenheira agrônoma responsável por avanços no campo de estudo das ciências do solo em geral, em especial o manejo ecológico do solo. Foi também fundadora da Associação da Agricultura Orgânica (AAO), uma das primeiras associações de produtores orgânicos do Brasil. Seu livro "Manejo ecológico do solo: a agricultura em regiões tropicais" é uma das maiores referências. Ana foi pioneira no movimento de agroecologia e agricultura orgânica no Brasil;
7 mulheres que se destacaram na engenharia

• Enedina Alves Marques: primeira engenheira negra do Brasil. Formou-se em Engenharia Civil em 1945 pela UFPR (Universidade Federal do Paraná). Construiu a maior hidrelétrica subterrânea do sul do país (Usina Capivari-Cachoeira), contribuindo para a soberania energética;
7 mulheres que se destacaram na engenharia

• Veridiana Victoria Rossetti: primeira engenheira agrônoma formada pela Escola Superior de Agronomia Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo, em 1937. Reconhecida como uma das maiores pesquisadoras no mundo em doenças que atingem a citricultura, foi uma das maiores pesquisadoras do mundo. Foi presidente da Comissão Permanente de Cancro Cítrico de 1975 a 1977. Teve mais de 300 trabalhos publicados ou apresentados em congressos nacionais e internacionais e recebeu dezenas de prêmios e homenagens. Também foi membro da Academia Brasileira de Ciências, foi condecorada com a Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico pelo presidente da República em 2004.

7 mulheres que se destacaram na engenharia

• Aprille Ericsson – Jackson: primeira mulher a receber um Ph.D. em engenharia mecânica pela Howard University e a primeira mulher negra a receber um Ph.D. em engenharia no Goddard Space Flight Center da NASA. Devido à tamanha importância, Ericksson ganhou muitos prêmios, dentre eles o de melhor engenheira do governo federal da Women in Science and Engineering (WiSE)
7 mulheres que se destacaram na engenharia

 

• Edith Clarke: primeira mulher a ganhar um diploma de mestrado em engenharia elétrica pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e a primeira a dar aula no departamento de engenharia da Universidade do Texas, no Estados Unidos. Inventou a calculadora gráfica.
7 mulheres que se destacaram na engenharia

• Isabel Gago: primeira mulher a se formar no curso de Engenharia Química, no Instituto Superior Técnico (IST), em Portugal, e a primeira mulher a assumir a docência, numa escola nacional de engenharia.
7 mulheres que se destacaram na engenharia



 

Por Comunicação Fisenge

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                                              Engenharia Civil: cresce o número de mulheres em atuação na área
 
Com a tradição de ser um curso predominante por homens, a Engenharia Civil tem registrado um aumento do número de mulheres nas salas de aulas. Quebrando o tabu de que a área de exatas é coisa de menino, o número de pessoas do sexo feminino nos cursos de graduação em engenharia civil tem aumentado nos últimos anos.
 
Segundo dados divulgados pela USP em uma pesquisa sobre o assunto, o número de mulheres nos cursos de engenharia cresceu 55% entre os anos de 2005 e 2013, atingindo a taxa de 69,9% somente no âmbito da Engenharia Civil.
 
Para quem tem interesse em fazer uma faculdade neste segmento precisa ser criativo, ter habilidades para uso de tecnologias, ser crítico, analítico para identificar e resolver problemas relacionados à área de atuação. É necessário ter perfil de liderança e saber trabalhar em equipe, além de ter visão ética e humanística. 
 
Estas qualidades já somam pontos positivos para as meninas, mas para construir uma carreira de sucesso a engenheira civil ainda precisa enfrentar muitos desafios. A conquista pelos cargos de confiança ainda é bastante competitiva e a necessidade do trabalho mais braçal também existe. Além disso, apesar de hoje em dia já haver uma equiparação salarial na iniciativa pública, na iniciativa privada o mercado de trabalho ainda faz essa distinção entre os gêneros.
 
Para as futuras engenheiras ou futuros engenheiros a faculdade de engenharia civil tem a média de duração de cinco anos e é exigido o estágio supervisionado para formação. O profissional graduado pode atuar como autônomo, em repartições públicas, montar seu próprio negócio, além de exercer a atividade em setores como:
 
•    Construção Civil e Urbana;
•    Rodovias e Transportes;
•    Saneamento;
•    Estruturas e Fundações;
•    Solo e Geotecnia.
 
Fonte: Mayanna Marques - Ascom - EMB
https://www.educamaisbrasil.com.br/educacao/carreira/engenharia-civil-cresce-o-numero-de-mulheres-em-atuacao-na-area
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Por Camila Marins

Um passo histórico foi dado pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Espírito Santo (Crea-ES), que, em 57 anos de existência, elegeu pela primeira vez uma mulher como presidente. Lúcia Vilarinho assumiu em janeiro, para um mandato de três anos. Graduada em engenharia civil pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), pós-graduada em engenharia legal e de avaliações pela Faculdade de Vila Velha (Univila) e especialista em análise de sistemas pelas Faculdades Integradas Espírito-Santenses (Faesa), a engenheira civil foi Secretária Municipal de Habitação de Vitória, subsecretária de Saneamento e Programa Urbanos do Estado, subsecretária de Gestão Urbana de Vitória, Diretora de Projetos e Obras de Edificações no Instituto de Obras Públicas do Governo do Estado e Diretora Geral do Departamento de Edificações Rodovias e Transportes (DERTES), entre muitas outras experiências.

Quais são os seus principais compromissos?

Implantar procedimentos que garantam mais transparência, organização e agilidade à atuação do Crea é uma prioridade. Trabalhamos também para fortalecer e ampliar uma fiscalização preventiva e integrada, minimizando custos de manutenção. As melhorias na organização interna vão permitir que estejamos mais presentes no dia a dia dos profissionais. Temos buscado novas parcerias que enriqueçam a carta de cursos gratuitos que oferecemos, bem como o leque de serviços. Meu compromisso é liderar uma transformação do nosso Conselho, de um órgão punitivo e arrecadador em em um órgão que defenda os profissionais e toda a sociedade dos riscos trazidos pelo exercício ilegal da engenharia. Juntos estamos construindo uma instituição mais atuante.

Qual a importância da participação das mulheres?

É muito importante para nós mulheres ocuparmos espaços. Eu mesma não pensava em ser presidente do Crea. Decidi me candidatar para deixar minha contribuição e mostrar aos profissionais sobre a importância do Conselho. Ser a primeira mulher eleita para a presidência do Crea no Espírito Santo é um grande desafio e uma conquista, não apenas para a engenharia como também para as mulheres capixabas. No Sistema Confea/Creas hoje, somos quatro mulheres (Acre, Distrito Federal, Espírito Santo e Rio Grande do Norte). É um fato inédito e importante, pois sabemos que a engenharia ainda é um ambiente muito masculino.

Quais os desafios para a engenharia brasileira?

O Crea pode fazer muito para a sociedade. Precisamos voltar a valorizar a engenharia que, nos últimos anos, caiu em descrédito. O Brasil tem muitos profissionais qualificados e competentes. Tem empresas de excelência tecnológica. É urgente resgatar o papel da engenharia no desenvolvimento social e sustentável, uma participação que traga emprego e renda para o povo brasileiro. O papel social da engenharia é defender a sociedade por meio de prestação de serviços por bons profissionais, que tratarão da qualidade, menor custo e segurança.

Foto: Flávio Borgneth

 Crea-ES elege primeira mulher presidente em 57 anos de existência

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Senge-BA: Evento de Engenharia da Computação destaca relação entre mulheres e tecnologia

O Centro Acadêmico de Computação da UFBA realizou, entre 11 e 13 de agosto, I Semana de Engenharia da Computação e Tecnologia da Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia. O evento teve como foco a presença das mulheres na Engenharia e Tecnologia e contou com debates, palestras e minicursos. Os participantes conheceram projetos como o Periféricas, coletivo baiano que reúne grupos de estudos voltados para mulheres nestas áreas, e o Senge Estudante, projeto do Senge-BA para aproximar o movimento estudantil e o movimento sindical (na foto, Aline Hojron, estudante de Engenharia Sanitária e Ambiental e diretoa do Senge Estudante).

A engenheira Silvana Palmeira, diretora do Senge-BA e da Fisenge, participou da mesa redonda sobre Mulheres e Tecnologias, no encerramento do evento, e evidenciou a transformação do papel das mulheres ao longo dos anos. Hoje elas estão presentes, por exemplo, na Engenharia, Computação e Matemática, áreas tradicionalmente masculinas, mas o caminho pelo respeito enquanto profissionais ainda é longo. “Foi um evolução, porém ainda não somos respeitadas no mercado de trabalho. A luta é grande e difícil, mas precisamos continuar nela. Precisamos chegar em cargos de poder, para sermos valorizadas”, afirmou Silvana. Mediadora da mesa, a programadora Geisa Santos acredita que é importante a visibilidade da mulher no meio acadêmico. “Na universidade os professores não mostram referência de programadoras, a mulher é realmente invisibilizada. Quando vão para o mercado de trabalho ainda sofrem assédio moral ou sexual", afirmou ela. Leia mais

Fonte: Senge-BA

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Em homenagem ao Dia Nacional da Mulher (30/4), o Coletivo de Mulheres da Fisenge lançou nas redes sociais a campanha “Coisa de Engenheira”, que busca resgatar a história de três profissionais pioneiras na Engenharia Nacional. Historicamente, esta é uma área de maioria masculina, por isso contar as trajetórias de resistência das mulheres é tão importante. “Este cenário é fruto de uma sociedade patriarcal, que reforça padrões. Tudo começa na escola, como se a menina não fosse capaz de fazer cálculo e gerir processos", avalia a Diretora da Mulher da Fisenge, a engenheira química Simone Baía. "Hoje, no entanto, temos observado o aumento de mulheres nos cursos de engenharia e, pouco a pouco, da participação delas no mercado de trabalho”, comemora. Entre milhares de engenheiras brasileiras, foram retratadas, por sua história e contribuição à profissão e ao país, as seguintes personalidades: Enedina Alves Marques; Aïda Espinola e Ana Primavesi. “Engenharia é coisa de mulher também e queremos com essa campanha homenagear o conjunto de mulheres que se dedicam todos os dias à ciência e à tecnologia”, concluiu Simone. As ilustrações são de Raquel Vitorelo, autora da campanha “Coisa de Mulher”. As ilustrações são de Raquel Vitorelo, autora da campanha "Coisa de Mulher".

 

Perfis

 

Enedina Alves Marques (1913-1981) foi a primeira engenheira negra do Brasil, e a primeira engenheira do Paraná. Filha de uma lavadeira, teve os primeiros estudos pagos pelo patrão da mãe, que queria uma companhia para a filha, da mesma idade de Enedina. As duas, professoras, trabalhariam juntas no interior do Paraná. Forma-se em Engenharia Civil pela UFPR em 1945, e lá possivelmente enfrentou episódios de racismo. Em 1947 é admitida no Departamento Estadual de Águas e Energia Elétrica do Paraná, trabalhando no plano hidrelétrico de aproveitamento das águas dos rios Capivari, Cachoeira e Iguaçu. Baixinha, magra e vaidosa, era preciso ser durona para frequentar um ambiente cercado de machismo. Enedina visitava a barragem da Usina Capivari-Cachoeira de macacão surrado e arma na cintura, mandando tiros para o alto para ser respeitada. Conseguiu. Pelos esforços na implantação da usina, a maior hidrelétrica subterrânea do sul do país, recebeu honras do Governador Ney Braga, que lhe permitiram viver uma vida confortável e de muitas viagens. Morreu de ataque cardíaco em 1981, aos 68 anos, sozinha em seu apartamento. Fotos de seu corpo estamparam as páginas de um tabloide da época, causando a revolta dos membros do Instituto de Engenharia do Paraná. Após o caso, vários artigos ressaltando sua importância para a Engenharia Nacional foram publicados pela imprensa. Em 2006, é fundado o Instituto de Mulheres Negras Enedina Alves Marques, em Maringá. Em 2014, sua história é tema de uma monografia na UFPR. Mais recentemente, foi descoberta por diversos movimentos negros, que evidenciaram em sua trajetória exemplo de resistência ao racismo e machismo de sua época.

No Dia Nacional da Mulher, Fisenge lança campanha para homenagear engenheiras pioneiras

 

Aïda Espinola (1920-2015) é considerada uma das pioneiras na Química brasileira, precursora nos estudos de rochas dos reservatórios de petróleo, que mais tarde serviriam de base para as análises da camada pré-sal. Formou-se em Química Industrial em 1941 e Engenheira Química em 1954, na UFRJ (então Universidade do Brasil). Iniciou sua carreira profissional como Química Tecnologista do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). Lá, foi responsável por implementar e chefiar o laboratório que foi, durante anos, o único no Brasil a realizar análises químicas completas de rochas, atendendo a pesquisadores brasileiros e estrangeiros. Teve uma ampla carreira como pesquisadora, com mestrado, doutorado e pós-doutorado no exterior. Foi docente titular na UFRJ e professora visitante na UFBA, UFPE e Florida Atlantic University (EUA). Em 2013, aos 93 anos, lançou o livro intitulado “Ouro Negro”, o qual conta a história do petróleo no Brasil, desde a descoberta em 1939 do poço de Lobato, na Bahia, até os campos do pré-sal. Para escrevê-lo, recuperou parte da pesquisa realizada no Laboratório de Análises Químicas de Rochas, no início de sua carreira. Faleceu em 2015, aos 95 anos.

No Dia Nacional da Mulher, Fisenge lança campanha para homenagear engenheiras pioneiras

 

Ana Maria Primavesi nasceu no ano de 1920, em St Georgen ob Judenberg (Áustria). Chegou ao Brasil aos 29 anos, e em terra brasileiras naturalizou-se. Ana é engenheira agrônoma, graduada em agronomia pela Universidade Rural de Viena, e uma das principais pesquisadoras de agroecologia e agricultura orgânica. “Solo é vida e é a base da vida. Há muita vida nele e muita dependência dele”, afirma Ana Primavesi. Em 2012, ela recebeu o prêmio mundial da agricultura orgânica pela Internacional Federation of Organic Agriculture Movements (IFOAM), além de receber o título de Doctor Honoris em diversas universidades brasileiras. Como professora da Universidade Federal de Santa Maria (RS), contribuiu para a organização do primeiro curso de pós-graduação voltado para a agricultura orgânica. Seu livro "Manejo ecológico do solo: a agricultura em regiões tropicais" é considerado uma obra de referência nas ciências agrárias.

No Dia Nacional da Mulher, Fisenge lança campanha para homenagear engenheiras pioneiras

 Com informações de Gazeta do Povo, Instituto de Química da UFRJ e Teia Orgânica

 

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