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Quarta, 07 Novembro 2018 13:54

Plenário define data da 76ª Soea

Na sessão plenária 1476, foi aprovado o período de 16 a 19 de setembro para realização da 76ª Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia (Soea), em Palmas (TO). Em outra decisão, os conselheiros aprovaram que a solenidade de encerramento da 76ª Soea, marcada para o dia 19 de setembro de 2019, ocorrerá juntamente com a sessão solene de abertura do 10º Congresso Nacional de Profissionais (CNP).  O Congresso de Profissionais reunirá os delegados de 19 a 21 de setembro, em Palmas, para apreciação das propostas. Pelo texto aprovado, a segunda etapa do Congresso será realizada em Brasília, em data que ainda será definida.


O CNP é um fórum organizado pelo Confea, apoiado pelos Creas e pelas Entidades Nacionais, que tem por objetivo discutir e propor políticas, estratégias e programas de atuação, visando à participação dos profissionais das áreas abrangidas pelo Sistema Confea/Crea no desenvolvimento nacional, propiciando maior integração com a sociedade e entidades governamentais. 
 
Eleições e outras pautas

Com 44 processos para apreciar, os conselheiros do Confea iniciaram os trabalhos da sessão plenária 1476, na manhã da terça-feira (30). Coordenados por Joel Krüger, presidente da entidade, os trabalhos contemplaram apreciação de  Pedidos de Vista e de Reconsideração, Ad Referendum e processos apresentados pela Comissão de Organização, Normas e Procedimentos (Conp).


Entre os Ad Referendum, a aprovação do atendimento aos técnicos industriais, até o dia 20/12/2018, por força da Decisão Liminar do juiz federal da 10ª Vara/CE oriunda da Ação Civil Pública ajuizada pelo Sindicato dos Técnicos Industriais de Nível Médio do Estado do Ceará (Sintec/CE), nos autos do processo nº 0814373-44.2018.4.05.8100 (Doc. SEI 0125323), dos seguintes serviços públicos essenciais de regulação profissional: Registro de profissional diplomado no País; Anotação de Responsabilidade Técnica (ART),  e Certidão de Acervo Técnico (CAT).  A decisão tomada por Krüger foi imediatamente informada aos Creas.


Inicialmente, a mesa formada por Arício Silva e Krüger, que respectivamente presidem o Crea de Sergipe e o Confea; Edson Delgado, vice-presidente do Conselho Federal; Paulo Guimarães, presidente da Mútua, caixa de assistência; e Wilson Lang, coordenador do Colégio de Entidades Nacionais (Cden), ouviu os Informes sobre a Mútua, e relatos rápidos de alguns conselheiros. Entre eles, Marcos Camoeiras, da Comissão Eleitoral Federal (CEF), que lembrou da realização das eleições no próximo dia 09 de novembro, quando os Creas de Pernambuco, Rio Grande do Norte  e Espírito Santo elegem seus representantes na modalidade de Engenharia Industrial; o  Crea São Paulo elege  representante na área de Engenharia Civil e o Crea de Goiás,  de Agronomia.

Confira as fotos no Facebook do Confea

Três dias depois, 12/11, no plenário do Confea, será a vez da eleição do representante das Instituições de Ensino, modalidade Agronomia. 
Os eleitos renovarão 1/3 do plenário do Confea.
   



Fonte: Fernanda Pimentel e Maria Helena de Carvalho
Equipe de Comunicação do Confea

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Decisões da própria Justiça Federal reconhecem expressamente que os engenheiros civis podem elaborar projetos arquitetônicos.

Nota de esclarecimento
Brasília, 11 de outubro de 2018.
 
O Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) esclarece que a decisão do Conselho da Justiça Federal (CJF), anunciada no último dia 5 de outubro, de contratar apenas arquitetos para os projetos arquitetônicos de obras nos tribunais de primeiro e segundo graus e do próprio CJF, não se trata de uma decisão judicial, ou seja, não obriga outras empresas ou órgãos públicos acerca da contratação de arquitetos para a elaboração de projetos arquitetônicos.
 
O Confea informa que existem decisões da própria Justiça Federal, em âmbito nacional, que reconhecem expressamente que os engenheiros civis podem elaborar projetos arquitetônicos. Portanto, essas atividades não se constituem atividades privativas de arquitetos e urbanistas. Deste modo, a própria Justiça Federal, quando no exercício de sua atividade típica de julgar os casos concretos, reconhece que, além da Resolução nº 51 do CAU/BR e da Lei 12.378/2010, também regulamentam o assunto a Lei 5.194/1966 e as resoluções do Confea.
 
Assim, a decisão do Conselho da Justiça Federal se trata de uma decisão interna do referido órgão, que, inclusive, poderá ser modificada por meio dos esclarecimentos que o Sistema Confea/Crea prestará a esse respeitado órgão. Nesta oportunidade, inclusive, serão levadas ao conhecimento do CJF as decisões judiciais que reconhecem a plena atribuição dos engenheiros na elaboração de projetos arquitetônicos.
 
Cumpre esclarecer, ainda, que compete ao Conselho da Justiça Federal atividades de caráter eminentemente administrativo, e não judicial. Sua opção se manifesta apenas como contratante, não enquanto cumpridor ou prolator de uma decisão judicial. Portanto, a decisão não cria quaisquer jurisprudências, nem afeta atividades e atribuições dos engenheiros civis em relação aos projetos arquitetônicos.
 
Logo, a postura do Conselho da Justiça Federal em nada modifica ou interfere nas atribuições dos engenheiros civis, e nem nas relações contratuais estabelecidas pelos mesmos quanto à elaboração e execução de projetos arquitetônicos.
 
Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea)
 
Confea divulga nota sobre a decisão do Conselho de Justiça Federal referente a obras em tribunais
 
Fonte: Confea
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Neste mês de outubro, o Confea se juntou a outros órgãos públicos que se vestem de rosa pelo combate e prevenção do câncer de mama. A iluminação na fachada da sede do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia, localizada em uma das principais avenidas de Brasília, chama atenção para uma grave situação: somente neste ano vão surgir mais de 59 mil casos da doença no Brasil, segundo dados da Organização Mundial de Saúde.

Para ajudar na prevenção, o Confea também desenvolve outras ações de sensibilização neste Outubro Rosa. Para as funcionárias, foram distribuídos laços cor de rosa – símbolo da campanha – e semanalmente notícias no boletim interno ressaltam a importância do controle do câncer de mama.

Confea adere à campanha de prevenção do câncer de mama

#CompartilheSuaLuta
Neste ano, a campanha Outubro Rosa nacional está centrada na formação de redes de apoio. Com o mote #CompartilheSuaLuta, a ação destaca que a jornada de enfrentamento do câncer de mama de cada pessoa é única, porém pode ser compartilhada para fortalecer tanto indivíduos que lidam com os desafios da doença quanto a causa como um todo na conquista de mais acesso a diagnóstico e tratamento oportunos no Brasil. “Compartilhar a luta significa encontrar apoio, ampliar os aprendizados e multiplicar a força”, incentiva a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama), associação conhecida pela realização pioneira do Outubro Rosa no país.

Fonte: Equipe de Comunicação do Confea
Com informações da Femama

Foto: Marck Castro/Confea

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Ao comemorar seu Jubileu de Prata, Fisenge reflete sobre rumos da Engenharia

Mesa de abertura dos trabalhos do simpósio promovido pela Fisenge em seus 25 anos

Com o tema “A Engenharia, as Eleições e o Desenvolvimento do Brasil”, a Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros – Fisenge promoveu, na tarde desta sexta-feira (21), no Clube de Engenharia do Rio de janeiro, uma nova edição do Simpósio SOS Brasil Soberano, programação que vem discutindo os rumos do desenvolvimento do país e que, na ocasião, celebrou seus 25 anos de atividades. 

Sob a mediação do presidente da entidade, Clóvis Nascimento, e com as participações do ex-ministro das Relações Exteriores Celso Amorim, do economista Paulo Nogueira Batista Jr. e do sociólogo Clemente Ganz Lúcio, o evento, transmitido ao vivo pelo Facebook do simpósio e promovido em parceria com o Senge-RJ, contou, em sua mesa de abertura, com as participações dos presidentes do Confea, Joel Krüger; da Mútua, Paulo Guimarães; do Crea-RJ, Luiz Cosenza; do Senge-RJ, Olímpio Alves dos Santos; e do Clube de Engenharia do Rio, Pedro Celestino, do representante da Federação Nacional de Engenheiros – FNE, Carlos Pontes e da diretora da Central Única dos Trabalhadores – CUT, Annyeli Damião do Nascimento.

“São 25 anos de uma trajetória de luta para muito além das questões corporativas, mas, sobretudo, de contribuição para o desenvolvimento do Brasil”, comentou o presidente Clóvis Nascimento, na abertura, passando em seguida a palavra ao presidente do Clube de Engenharia, que, ao receber os participantes do simpósio, comentou ser “imensamente agradável receber gente que pensa no Brasil, a exemplo da Fisenge”. Em seguida, acrescentou que “a causa da nação soberana, democrática, socialmente justa”, defendida pela entidade, “transcende a defesa da engenharia nacional”.

Luta e crise

“A Fisenge desempenha um belíssimo trabalho de luta em defesa da democracia, da liberdade, da engenharia, defesa da soberania nacional. Gostaria de parabenizar todos os sindicatos e todos os associados aqui presentes. Tivemos uma edição do SOS Brasil Soberano agora na Soea, em agosto. E esse é um tema em que estamos absolutamente alinhados, estamos juntos nesta luta. A defesa da soberania nacional, do capital tecnológico e das empresas brasileiras estava em nossa proposta para a gestão do Conselho Federal. Dessa forma, tiramos uma posição unânime do Confea, contrária à privatização da Eletrobras, como também estamos juntos na questão da formação das novas diretrizes curriculares. São dois pontos alinhados com a defesa da soberania nacional”, considerou o presidente Joel Krüger, lembrando que pertence à diretoria do Senge-PR. “Somos Fisenge, somos Senge-PR também”.

Presidente Paulo Guimarães, da Mútua

Presidente Paulo Guimarães, da Mútua

“Esse Jubileu de Prata é um momento muito importante com todas as lideranças da engenharia do Brasil”, considerou Paulo Guimarães, lembrando o papel social e assistencial do Sistema Confea/Crea. “A Mútua e o Confea, em parceria com as entidades, vamos estabelecer programas em possamos atender principalmente ao associado que precise de requalificação, contribuindo, assim, para a defesa da soberania nacional”, acrescentou.

Eleições

“Representar o Crea-RJ, parte do maior conselho profissional do país, nesse local para homenagear a Fisenge e seus 12 sindicatos filiados é motivo de muita alegria. Quando a gente assumiu, disseram que não devia falar de política. Mas se fosse assim, seria melhor nem entrar. Nossas entidades, fazem parte de uma resistência contra o desmonte da nossa engenharia. É inacreditável como um país que, há quatro anos, se dizia que ia ter um apagão de engenheiros, hoje tenhamos que conviver com mais de 50 mil engenheiros na rua. E eu não sei o que vai sobrar desse país até o final do ano. Quando o mercado da engenharia está fechado, é porque o país vai muito mal. E temos que falar de eleições e cobrar do presidente eleito que pense na classe trabalho, na engenharia e que a gente retome a discussão da questão da reforma trabalhista, que foi uma forma que o governo achou para destruir numa canetada só a grande resistência que o governo tinha que são os sindicatos.


 Encruzilhada democrática

Presidente do Senge-RJ, Olimpio Alves dos Santos

Presidente do Senge-RJ, Olimpio Alves dos Santos

Já o presidente do Senge-RJ, Olímpio Alves dos Santos, fundador da Fisenge, considerou que a entidade se encontra mais uma vez diante de uma encruzilhada para definir os destinos da Engenharia nacional. “Quando percebemos essa encruzilhada, pensamos em construir um movimento chamado SOS Brasil Soberano. Porque entendemos que é fundamental discutir a soberania, o direito de sermos donos e definidores do nosso futuro, de termos direito de dispormos das riquezas naturais deste país para trazer cidadania a todo o povo brasileiro, que se encontra em sua grande parte na miséria e excluído. Mais do que isso, temos construído uma ideia de nação por senso comum, o pior possível. Por isso, precisamos agora espantar os espantalhos criados por esse senso comum”, disse, lembrando a letra de “Fado Tropical”, de Chico Buarque de Holanda.

A mesa de abertura do simpósio foi concluída pela representante da CUT, Annyelli Nascimento, que lembrou a atual resistência da classe trabalhadora. “Esse processo político que estamos passando nos coloca na responsabilidade de sermos atores e atrizes políticos para conduzir esse país a outro patamar. Nossa elite não quer que você tenha e muitas vezas não pensa na potencialidade do povo brasileiro para transformar essa realidade”, disse, fazendo um chamamento em defesa da democracia. “O Brasil só será transformado se tomarmos a decisão agora”.

Chacon, Presente!

Esposa, Silvia Chacon, e filha recebem placa das mãos do presiente da Fisenge, Clóvis Nascimento, em homenagem ao engenheiro eletricista José Chacon de Assis

Esposa, Silvia Chacon, e filha recebem placa das mãos do presiente da Fisenge, Clóvis Nascimento, em homenagem ao engenheiro eletricista José Chacon de Assis

Falecido em 3 de julho e homenageado também durante a Soea deste ano, o engenheiro eletricista, conselheiro do Confea e ex-presidente do Crea-RJ José Chacon de Assis foi homenageado por meio da entrega de uma placa da Fisenge à esposa, Silvia Chacon, e a uma de suas filhas. Suas lutas pela democracia, Anistia, Constituição, por movimentos sociais, ambientais, sindicais, como ex-diretor do Senge-RJ, e pela soberania do país, foram saudadas pelo público aos gritos de “Chacon, Presente!”.

Tecnologia e soberania

Embaixador Celso Amorim e demais participantes do simpósio SOS Brasil Soberano

Embaixador Celso Amorim e demais participantes do simpósio SOS Brasil Soberano

Ao cumprimentar a Fisenge, o diplomata Celso Amorim comentou que o Clube de Engenharia sempre se caracterizou pela defesa do pensamento nacionalista, e lembrou episódios de sua trajetória ligados à engenharia, relacionado a patentes, propriedade intelectual de produtos com tecnologia brasileira e informática. Fazendo referência à atuação em defesa da engenharia brasileira, por meio de ações como a da não concretização da Área de Livre Comércio das Américas – ALCA, também mencionou a crise da indústria naval nos últimos anos. “Ela era um dos esteios que mais ofereciam empregos no Rio de Janeiro e agora está combalida. O atual governo tem uma política industrial, mas não pra nós, é para a Coréia do Sul, Cingapura, isentando de impostos as embarcações e plataformas de petróleo do exterior. E nós deixamos de fazer acordos que prejudicassem a indústria naval nacional. É vital o desenvolvimento da engenharia e da tecnologia para o país exercer sua soberania”.

Fonte: Equipe de Comunicação do Confea

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mobilização em torno da Consulta Pública para as Diretrizes Curriculares Nacionais para graduação em engenharia começa a apresentar seus primeiros resultados. O Conselho Nacional de Educação – CNE anunciou a ampliação do prazo para manifestação, o que indica a possibilidade de uma maior participação dos profissionais e de que as propostas encaminhadas pelo Conselho Federal de Engenharia e Agronomia – Confea sejam postas em discussão pelo CNE e pelo Ministério da Educação, conforme compromisso estabelecido conjuntamente. Agora, os profissionais e estudantes têm até o próximo dia até o próximo dia 17 para apresentar suas contribuições. A mudança ocorre após a manifestação firme do Conselho, criticando o prazo anteriormente definido.

Mobilização do Confea traz primeiros resultados

“Ainda não é o que desejamos, mas com o prazo um pouco ampliado poderemos mobilizar ainda mais os nossos profissionais e pressionar o CNE para que ele atenda às nossas reivindicações.  O ministério da Educação se comprometeu no sentido de nos ouvir. Agora, esperamos que ele promova o debate efetivo em torno das nossas propostas. Esse compromisso foi extensivo ao próprio Conselho Nacional de Educação, com quem também já havíamos nos reunido e que já havia nos surpreendido com a revogação do parecer referente ao currículo básico do curso de especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho. Mesmo assim, nós nos mobilizamos, deliberamos junto à Comissão de Educação e Atribuição Profissional (CEAP), a um grupo de especialistas e aos conselheiros e apresentamos essa proposta no prazo harmonizado e não podemos aceitar agora que seus pontos não sejam amplamente discutidos por estes órgãos”, declarou o presidente do Confea, eng. civ. Joel Krüger.

Os pontos a que o presidente do Confea se refere são: carga mínima de 3.600 horas; obrigatoriedade de atividades práticas presenciais e definição prévia da atribuição profissional almejada no projeto pedagógico do curso. “Consideramos essas sugestões fundamentais para o mínimo de qualidade na formação dos profissionais em Engenharia e elas foram simplesmente ignoradas no projeto de resolução que está disponível para consulta pública”, disse o presidente no final de agosto, quando do anúncio da data-limite para a consulta pública, lamentando a postura do CNE e convidando os profissionais a se manifestarem por meio da Consulta Pública.

O parecer proposto pelo CNE e o respectivo projeto de resolução estão disponíveis ainda aqui. As sugestões aos textos poderão ser encaminhadas ao e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Fonte: Equipe de Comunicação do Confea

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Confea e Crea-RJ divulgam nota sobre o incêndio no Museu Nacional

Foto: Tânia Rêgo - Agência Brasil

Falta de manutenção e cuidados básicos com as normas de engenharia provocam tragédias. Comprovam isso exemplos recentes de incêndios que atingiram o Museu da Língua Portuguesa, o edifício Wilton Paes de Almeida e o que destruiu ontem (2/9) o Museu Nacional. Em todos os casos, queima-se parte de nossa história e, desta vez, de outros povos.
 
O Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) e o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ) veem esse incêndio como mais um patrimônio da humanidade que foi vítima do abandono e do descaso de sucessivos governos, que agora devem apontar o dedo no seu antecessor e vice-versa. Mas fica fácil perceber o abandono do local quando a imprensa registrou ontem que o último presidente da República a visitar o Museu Nacional foi Juscelino Kubistchek de Oliveira (1956-1961).
 
Também foi vítima da nossa burocracia, sempre lenta na liberação de verbas para a conservação da cultura brasileira.  Desde 2015, o órgão pleiteava recursos junto ao BNDES, que só seriam liberados após o período eleitoral.
 
Mas para nós do Confea e do Crea-RJ, a principal causa desse desastre foi a falta de manutenção predial e do cumprimento de normas básicas de segurança contra incêndios. Sem que essas manutenções sejam realizadas em viadutos, escolas, edifícios públicos ou privados, vamos continuar a ficar lamentando novas tragédias que se repetirão com frequência cada vez maior.
 
O lastimável episódio reflete ainda o desrespeito com diversas normas de segurança e também o descaso com interesse do país em formar bons profissionais. Recentemente, portaria do MEC reduziu de 600 para 360 horas a carga horária da pós-graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho, o que é temerário, pois afetará a qualidade da formação de novos profissionais.
 
Agora, proposta do Conselho Nacional de Educação (CNE) visa reduzir a carga obrigatória de todos os cursos de engenharia, alterando a diretriz curricular de carga mínima de 3.600 horas, para carga referencial. Ou seja, cumpre quem quiser, pois passará a ser uma “referência” e não mais uma obrigatoriedade. 
 
Há pouco, em Maceió, nas Alagoas,  reunimos três mil  profissionais e estudantes, pesquisadores, cientistas e professores propondo a Engenharia e a Ética na Reconstrução do Brasil em tempos marcados por enormes incertezas e pelo retrocesso generalizado.
 
Por meio da Carta de Maceió, assinada pelo colegiado das entidades nacionais que integram o Sistema Confea/Crea, as lideranças da área tecnológica nacional manifestam a “insatisfação cívica de quem repudia o progressivo desmantelamento da economia nacional e o agravamento das tensões sociais”. As lideranças também se comprometem a não nos omitir, a defender a importância do diálogo com os diversos órgãos do governo e outras instituições e mostrar que a engenharia, a agronomia e geociências são alavancas propulsoras do desenvolvimento nacional e precisam ser respeitadas e ouvidas.
 
É preciso que haja união de muitos para promover fiscalizações preventivas integradas com órgãos federais, estaduais, municipais e distritais, alcançando construções públicas e privadas. É preciso defender a aplicação da lei de manutenção predial e de prevenção de incêndios. É preciso recuperar o Brasil com a consciência voltada para o bem comum. É preciso parar de chorar sobre as cinzas da nossa história e reconstruir esta nação.
 
Joel Krüger
Presidente do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia

Luiz Antônio Cosenza
Presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro

 

FONTE: Confea

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Ao se comprometer em manifestar-se contra a privatização do setor elétrico, o Confea publica a seguir documento elaborado pela Associação Brasileira dos Engenheiros Eletricistas (Abee-Nacional), presidida por José Latrônico Filho.

Encampado pelo Cden (Colégio de Entidades Nacionais) órgão consultivo ligado ao Sistema Confea/Crea, presidido por Wilson Lang, o documento elaborado pela associação, propõe a reestruturação do grupo Eletrobras e solução para a Região Norte, onde dificilmente haveria interessados.

Veja a íntegra

Fonte: CONFEA

 

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O Conselho Nacional de Educação (CNE), por meio da Câmara de Educação Superior (CES), divulgou na última sexta-feira (24), para Consulta Pública, documento referente às Diretrizes Curriculares Nacionais para o curso de graduação em Engenharia. Sugestões ao texto poderão ser encaminhadas para o endereço eletrônico: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo., apenas até esta sexta-feira, dia 31 de agosto de 2018.

O presidente do Confea, engenheiro civil Joel Krüger, lamentou o curto prazo disponibilizado pelo CNE para a consulta pública e criticou que as sugestões encaminhadas pelo Confea por meio da Comissão de Educação e Atribuição Profissional (CEAP) e por um grupo de especialistas para a reformulação das Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) da Engenharia tenham sido completamente ignoradas pelo órgão.

“Dialogamos com o Ministério da Educação e principalmente com o presidente da Câmara de Educação Superior do CNE, Luiz Roberto Liza Curi, no sentido de contribuir com o texto referencial. Destacamos três pontos fundamentais, que são a carga mínima de 3.600 horas, que as atividades práticas sejam obrigatoriamente presenciais e que no projeto pedagógico do curso conste especificamente qual a atribuição profissional almejada. As sugestões que consideramos fundamentais para o mínimo de qualidade na formação dos profissionais em Engenharia foram simplesmente ignoradas no projeto de resolução que está disponível para consulta pública. Lamentamos profundamente a postura do CNE e peço que todos os profissionais interessados na melhoria da qualidade dos cursos de Engenharia enviem as manifestações ao órgão”.

O parecer proposto e o respectivo projeto de resolução estão disponíveis para Consulta Pública. Veja aqui

Saiba mais  aqui. 

Fonte: Confea

Consulta pública sobre Diretrizes Curriculares Nacionais de graduação em Engenharia encerra nesta sexta-feira

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“O Confea não ficará omisso”, afirmou Joel Krüger, na abertura da 75ª Soea

Confea se posiciona pela reconstrução ética do país

Público lotou o auditório principal do Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso, em Maceió / Foto: Divulgação Confea/Crea

Entre profissionais, estudantes, pesquisadores, cientistas e lideranças classistas, cerca de 3 mil pessoas prestigiaram, na noite desta terça-feira (21/8), a abertura da 75ª Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia – a primeira da atual gestão do Confea. Empossado em janeiro último, o presidente Joel Krüger destacou, em seu discurso de abertura, a importância do diálogo com os diversos órgãos do governo e outras instituições. “Precisamos mostrar que a nossa engenharia, nossa agronomia, nossas geociências são alavancas propulsoras do desenvolvimento nacional e precisam ser respeitadas e ouvidas”.

Presidente do Confea, Joel Krugër

Krüger foi aplaudido quando se posicionou contra a privatização da Eletrobras. “A Eletrobras é agente protagonista do setor elétrico. O Confea não ficará omisso, assistindo passivamente a desmontes de patrimônios nacionais – se posicionará da mesma forma sempre que a soberania nacional for atacada”.

Ao se referir aos homenageados com as honrarias do Sistema Confea/Crea, o presidente do Confea rendeu referências ao passado, ao presente e ao futuro – este que se materializa a partir dos estudantes e pesquisadores participantes do Congresso Técnico e Científico – Contecc. “Com 577 trabalhos apresentados, esses jovens nos dão uma visão do muito que a área tecnológica pode proporcionar para a reconstrução do Brasil, como o proposto no tema central da Semana. Eles representam a renovação do país e do Sistema Confea/Crea e Mútua”.

Pela segunda vez em Maceió (AL), a Semana tem como tema, em 2018, “Engenharia e Ética na Reconstrução do Brasil”. Com programação intensa, até sexta-feira, 24/8, engenheiros, agrônomos, geólogos, meteorologistas e geógrafos debatem soluções para a retomada do crescimento do país por meio da valorização dessas profissões.

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Representando o governador de Alagoas, Renan Filho, o secretário executivo do Gabinete do Governo, Adrualdo Catão, destacou a relevância da Soea e dos profissionais do Sistema Confea/Crea para o futuro do Brasil. “É com muito orgulho que recebemos este importante evento de profissionais da engenharia, que certamente serão a chave da retomada do crescimento da economia do país”. Catão reiterou o convite aos participantes a desfrutarem das belezas, cultura e costumes de Alagoas. “Sejam todos bem-vindos ao nosso estado.”

Prefeito de Maceió, Rui Palmeira

Prefeito de Maceió, Rui Palmeira

Orgulho também foi mencionado pelo prefeito de Maceió, Rui Palmeira. “Teremos debates riquíssimos na 75ª Soea. Que ao término do evento possamos fazer reflexões importantes para a engenharia”, disse. Palmeira também destacou a importância da engenharia para a superação do “momento conturbado no país”, como disse. “Quando a engenharia vai bem, o país segue o mesmo caminho. Temos que acreditar que o próximo ano será o do retorno ao desenvolvimento”.

Ao ressaltar que 2018 é o ano em que o CREA-AL  comemora seu Jubileu de Ouro, o presidente do Regional anfitrião, eng. civ. Fernando Dacal, mostrou comprometimento: “Vamos fazer a maior Soea da história. Precisamos mostrar ao Brasil que a retomada do desenvolvimento obrigatoriamente passará pelas mãos da engenharia”.

Presidente do Crea-AL, Fernando Dacal

Presidente do Crea-AL, Fernando DacalPresidente do Crea-AL, Fernando Dacal

Em sua oportunidade, o eng. civ. Paulo Roberto Queiroz Guimarães, diretor-presidente da Mútua, resgatou sua história enquanto diretor da Caixa de Assistência em outras Semanas de Engenharia. “Há doze anos, inaugurávamos, aqui em Maceió, este mesmo centro cultural e de exposições, na 63ª Soea”, lembrou, afirmando querer repetir a marcante presença da Mútua no evento, como aconteceu em naquele ano. “Volto a este lugar, numa Soea, no momento em que assumirei a minha segunda gestão na presidência da Mútua. Acredito que esse fato traga as mesmas boas energias de 2006 para a nossa gestão”, afirmou, convidando todos para a cerimônia de posse da nova diretoria da Mútua, a ser realizada na sexta-feira (24).

Paulo Roberto Guimarães, diretor e presidente da Mútua

Paulo Roberto Guimarães, diretor e presidente da Mútua

Também participaram da mesa de abertura a presidente da União Pan-Americana de Associações de Engenheiros (Upadi), eng. civ. María Teresa Dalenz, o vice-presidente do Confea, eng. eletric. Edson Alves Delgado, o coordenador adjunto do Colégio de Presidentes, Arício Resende (presidente do Crea-SE), o coordenador do Colégio de Entidades Nacionais, eng. civ. Wilson Lang, e o coordenador nacional de Câmaras Especializadas de Geologia e Minas, geól. Ronaldo Malheiros Figueira.

 

Fonte: Equipe de Comunicação da 75ª Soea

Reportagem: Adriano Comin (Crea-SC), Jescika Araújo (Crea-PI), Brunno Falcão (Crea-GO), Maria Helena de Carvalho (Confea), Rafael Valentim (Crea-AM)

Edição: Beatriz Craveiro (Confea)

Revisão: Lidiane Barbosa (Confea)

Fotos: ART IMAGEM Fotografia

 

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O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Distrito Federal (Crea-DF) irá sediar no próximo dia 15 de agosto o Seminário de Assistência Técnica em Habitação de Interesse Social. Com realização do Confea, do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU) e apoio do Crea-DF, o evento tem inscrições gratuitas, porém limitadas.

 

FAÇA SUA INSCRIÇÃO

Inscrições abertas para o Seminário de Assistência Técnica em Habitação de Interesse Social

O encontro vai discutir propostas para um modelo nacional de assistência técnica em habitação social para ser aplicado em 200 cidades brasileiras, conforme a Lei nº 11.888/2008, que assegura o direito das famílias de baixa renda à assistência técnica pública e gratuita para o projeto e a construção de habitação de interesse social, como parte integrante do direito social à moradia previsto no art. 6o da Constituição Federal. A legislação, que completa dez anos, estará na programação da agenda, em que os participantes terão a oportunidade de fazer um balanço e discutir as perspectivas da lei.

 

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO

 

O seminário é resultado de diálogo entre Confea, CAU e governo federal sobre assistência técnica. “Essa é uma discussão que tem amadurecido e acreditamos que trará bons frutos para os profissionais”, comentou a presidente do Crea-DF e anfitriã do evento, eng. civ. e de seg. trab. Fátima Có, no dia 17 de julho, em reunião preparatória. 
 
Para a rodada de debates, estão propostos temas como Programa Cartão Reforma, projetos governamentais de assistência técnica, instrumentos de gestão, além de experiências de sucesso em habitação social.

Ainda será discutida a implantação de uma ART/RRT Social (Anotação de Responsabilidade Técnica/Registro de Responsabilidade Técnica Social), tendo em vista a existência de programas para moradias de baixa renda, como o Cartão Reforma que contempla a verba de até 15% do valor total do programa para assistência técnica social.

Cartão Reforma
Instituído pela Lei 13.439/2017, o Programa Cartão Reforma viabiliza concessão de valor para aquisição de materiais de construção, destinado à reforma, ampliação ou conclusão de unidades habitacionais.

Estão inclusos no programa, por exemplo, serviços de construção de quarto, banheiro, reforma ou substituição total de telhado, solução de esgotamento sanitário, instalações de água e energia, finalização de reboco, pintura, forro e telhado, e adaptação para acessibilidade.

Para aquisição de materiais, que somente podem ser adquiridos em lojas de construção credenciadas no portal do programa, famílias com renda mensal de até R$ 1.800 podem obter benefício de até R$ 7,5 mil. Esse valor é destinado apenas à compra de material. O custo da mão de obra é responsabilidade do beneficiário.

A legislação prevê ainda o acompanhamento da construção, que é de responsabilidade das prefeituras municipais. Para isso, é destinado até 15% do valor do benefício para as prefeituras contratarem profissionais da área de construção civil (engenheiros, arquitetos e mestres de obras) e de assistência social para dar suporte aos beneficiários durante a execução da obra.

Agenda
O Seminário de Assistência Técnica em Habitação de Interesse Social será no auditório do Crea-DF (SGAS Qd. 901, Conj. D, Asa Sul), na quarta-feira (15), e terá início às 8h30, com credenciamento dos participantes. O encerramento está previsto para 18h. Mais informações pelo telefone: (61) 3961-2800.

 

FONTE: CONFEA / Escrito por Equipe de comunicação do CONFEA

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