Nos dias 10 e 11 de julho, acontecerá o Seminário Internacional de Inteligência Artificial (SIIA), organizado pelo Sindicato dos Engenheiros no Estado de Minas Gerais (Senge-MG) e pela Caixa de Assistência dos Profissionais do Crea (MÚTUA), em Minas Gerais. O evento terá patrocínio do Sistema de Cooperativas de Crédito no Brasil (Sicoob), do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais (Crea-MG), do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) e da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge).

Em breve mais informações.

 

Minas Gerais sediará "Seminário Internacional de Inteligência Artificial"

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No dia 4/4, o plenário do Senado aprovou o desarquivamento do Projeto de Lei Complementar (PLC13/2013), que caracteriza como carreira de Estado as atividades exercidas por engenheiros, arquitetos e engenheiros agrônomos no serviço público federal, estadual e municipal. O projeto está há cerca de 6 anos em tramitação. De autoria do então deputado José Chaves, o PLC modifica a lei nº 5.194/1966, que regula as profissões. “A aprovação do projeto é fundamental para reforçar os quadros técnicos do setor público e promover o reconhecimento necessário de profissionais que participam diretamente na elaboração de políticas públicas e em obras que contribuem para o desenvolvimento das nossas cidades, estados e do País”, disse o engenheiro civil e presidente da Fisenge (Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros), Clovis Nascimento, destacando a atuação do Confea (Conselho Federal de Engenharia e Agronomia): "o engenheiro e presidente do Conselho. Joel Krüger, reforçou a agenda da engenharia e da agronomia junto aos parlamentares e o desarquivamento do PLC é uma das vitórias de sua gestão. A valorização da engenharia é fundamental para o desenvolvimento social e econômico do país".    

O desarquivamento do projeto foi solicitado pelo requerimento nº233/2019. As carreiras essenciais e exclusivas de Estado estão previstas pela Emenda Constitucional 19, de 1998, conhecida como reforma administrativa e incluem diplomatas e servidores de carreiras jurídicas, de auditoria e de gestão governamental, entre outras.

De acordo com as regras de tramitação do Senado, o projeto precisa ir à votação ainda nesta legislatura. “A Fisenge acionará sua assessoria parlamentar, com o objetivo de mobilizar os senadores pela aprovação da matéria. É fundamental que os sindicatos e os profissionais estejam articulados nessa rede de atuação no Senado”, pontuou Clovis.

O que muda com a engenharia como carreira típica do Estado

– Valorização do engenheiro e da engenharia nacional;

– Fortalecimento da luta pelo Salário Mínimo Profissional e da Engenharia Pública;

– Conquista de um Plano de Cargos, Carreiras e Salários, que valorize os engenheiros e as engenheiras;

– Estabilidade em caso de redução de quadros;

– Fortalecimento dos estudos, projetos técnicos e do planejamento de prefeituras municipais, de governos Estaduais e da União;

– Valorização do engenheiro servidor público;

– Melhoria dos investimentos em infraestrutura e no desenvolvimento do país;

– Segurança para a sociedade com profissional habilitado e valorizado;

– Ampliação das políticas públicas, com atendimento mais adequado;

– Fortalecimento de um novo ciclo de desenvolvimento, com crescimento e inclusão social.

Projeto que caracteriza engenharia como carreira de Estado é desarquivado

 

Foto: PixaBay
Texto: Comunicação Fisenge/Camila Marins

 

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22 de março é Dia Mundial da Água e temos pouco a comemorar. Isso porque os tempos de privatizações voltaram a todo vapor. No Rio de Janeiro, por exemplo, o governo estadual consignou a Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) pelo pagamento de um empréstimo à União. Embora a Assembleia Legislativa (Alerj) tenha vetado a venda da empresa, uma decisão judicial chancelou as ações da Cedae como garantia de empréstimo de R$ 2,9 bilhões feito pelo BNP Paribas ao governo fluminense.

A companhia é responsável pelo Guandu, maior estação de tratamento do mundo, responsável por 85% do abastecimento do Grande Rio, beneficiando mais de 9 milhões de pessoas e com capacidade de tratamento de 43 mil litros por segundo vazão. A Cedae ainda tem atuado no programa “Mais Água para a Baixada”, com obras de ampliação do Sistema Novo Guandu com capacidade de 57 milhões de litros, favorecendo mais de 3 milhões de pessoas, com mais de 100 mil ligações prediais e investimento de R$3,4 bilhões.

Hoje, quem não tem água no Rio de Janeiro é a população mais pobre, concentrada principalmente nas áreas de favelas e periferias. A privatização da empresa irá, sobretudo, majorar a tarifa. Com a venda da Cedae para o capital privado, a variável do lucro irá prevalecer, subindo de maneira vertiginosa a tarifa, além de acabar com o subsídio cruzado, um dispositivo que permite que municípios menores tenham acesso aos serviços. Este processo também representa o fim da tarifa social e, consequentemente, a ampliação da desigualdade. Privatizar a Cedae significa deixar a parcela mais pobre sem direito à água.

Por outro lado, num âmbito nacional o Ministro Paulo Guedes já anunciou que irá vender o Brasil e nesse bojo está a entrega do Sistema Eletrobras, responsável pela geração, distribuição e transmissão de energia no país. A privatização do setor elétrico é uma proposta que vai na contramão de outros países, como os EUA, a China e o Canadá, que detêm forte presença do Estado nas usinas hidrelétricas. Desde 2000, ao menos 884 serviços foram reestatizados no mundo, de acordo com estudo da Transnational Institute (TI).

Com o objetivo de fazer frente a este cenário de privatizações que assola todo o país, estamos fundando o Observatório Nacional dos Direitos à Água e ao Saneamento (ONDAS), cujo lançamento regional acontece hoje (22/3), no Rio de Janeiro. O observatório também tem como finalidade ser um braço técnico da Frente Nacional pelo Saneamento Ambiental (FNSA), em conjunto com diversos setores da sociedade civil organizada, como universidades e movimentos sociais. Neste mês de águas de março temos pouco a comemorar, mas temos muito a mobilizar e a organizar. Por isso, o ONDAS convida toda a população a se integrar nesta luta em defesa da água e do setor público de saneamento brasileiro. Água é vida, e não mercadoria.

* Clovis Nascimento é engenheiro civil e sanitarista, pós-graduado em políticas públicas e governo, e presidente da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge). Também é vice-presidente do Sindicato dos Engenheiros no Estado do Rio de Janeiro (Senge-RJ). Exerceu o cargo de Subsecretário de Estado de Saneamento e Recursos Hídricos do Rio de Janeiro e foi Diretor Nacional de Água e Esgotos da Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental do Ministério das Cidades, no período de 2003 a 2005. Profissional com mais de 40 anos de atuação no setor de saneamento ambiental. Clovis foi presidente da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental, eleito por dois mandatos.

Dia Mundial da Água em um Brasil ameaçado por privatizações

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por Comunicação Fisenge*

“Quem sabe o que faz um(a) engenheiro(a)?”. Esta pergunta iniciou a sessão de leitura com crianças do “Viaduto Literário”, que aconteceu neste sábado (16/2), no Rio de Janeiro. O projeto promove oficinas de colagem, pintura, audiovisual, percussão, desenho e literatura para crianças dos Morros da Providência e do Pinto. Com a publicação “Histórias da Engenheira Eugênia” em mãos, a maioria das crianças respondeu que não sabia as funções de um engenheiro. Já uma das crianças afirmou: “é de gente rica”. “Ficamos por alguns segundos paradas pensando na resposta, que carrega em si uma enorme carga de desigualdade e indiferença social. Sem se darem conta, elas já sabem “qual é o espaço delas”. Desconstruir esse pensamento e apresentar um mundo possível é o desafio de cada atividade”, contou uma das voluntárias, a designer e ilustradora, Tati Rivoire. De acordo com a idealizadora e coordenadora do Viaduto Literário, Márcia Raquel - que também é moradora da Providência - elas começaram a explicar a importância da engenharia, afirmando que este profissional articula políticas públicas, desenvolvimento social e construção de uma sociedade justa e igualitária. “Algumas crianças gostam muito de matemática e dissemos que engenheiros usam muito os números. Eu também estou entendendo um pouco mais sobre a engenharia com a leitura do livro”, disse.

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Cerca de 20 crianças participam semanalmente do Viaduto Literário.

Semanalmente, aos sábados, das 10h às 13h, o projeto reúne cerca de 20 crianças, de 2 a 12 anos, embaixo do viaduto São Pedro/São Paulo. Ela conta com apoio e doações de pessoas voluntárias e não têm qualquer tipo de financiamento. Além das oficinas, das leituras e dos vídeos, há também a hora do lanche, que deixa as crianças ansiosas por um bolo de chocolate ou cachorro quente.

O projeto atende a uma maioria de crianças negras, com acesso limitado à arte, à cultura, à rede de esgoto, transporte público de qualidade e sem direito à cidade num contexto mais geral. Direitos estes que têm relação direta com a engenharia, como o acesso ao saneamento básico, mobilidade urbana, alimentos seguros, acesso à internet e universalização da banda larga. Todos os dias, aquelas crianças sonham com o pleno direito à cidade e o bem-viver. De acordo com Marcia, que é mais conhecida como “Tia Marcinha”, no mês de março, pelo dia internacional da mulher, as crianças vão fazer a leitura e a interpretação das histórias da Engenheira Eugênia. “É uma publicação que vamos trabalhar por um tempo, porque ela abrange vários assuntos relacionados a gênero, empoderamento feminino, a defesa dos direitos das mulheres e combate ao machismo, que são assuntos que a gente discute com as crianças, por percebermos a necessidade dessa consciência desde pequenos. A Engenheira Eugênia elucida várias dúvidas que, talvez, as mães dessas crianças também tenham. Nossa proposta é apresentar a Engenheira Eugênia para as crianças e para que elas apresentem para suas famílias e outras pessoas”, disse.

Nesse sentido, Tati Rivoire acredita que a publicação da Engenheira Eugênia aborda temas sobre direitos humanos de uma maneira didática e simples. “Cada criança ali passa ou conhece alguém que sofre ou já sofreu algum tipo de agressão, seja física ou moral e, com o suporte do livro, podemos conversar sobre o assunto e tentar esclarecer alguns pontos em que elas se identificam. São questões delicadas”, pontuou.

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Quadrinhos da Engenheira Eugênia são distribuídos gratuitamente.

Sobre o Viaduto

Fundado em abril de 2018 por Marcia, o Viaduto Literário surgiu a partir de seu contato com as crianças no Favela Cineclube, projeto que promove exibição de filmes e debates, mensalmente, na Providência.  “Acredito no acesso pelo compartilhamento de conhecimento, informação e, principalmente, de afeto, criando laços, conscientizando e também divertindo com arte e cultura”, explicou Marcia, que acrescenta: “As crianças aqui da favela são muito curiosas e interessadas. Como eu estava desempregada, eu pensei em encontrar com eles semanalmente para compartilhar conhecimento, mas não têm acesso por conta do descaso do Estado”.

Sobre as “Histórias da Engenheira Eugenia”

Publicadas desde 2013 no formato de tirinhas em quadrinhos, as histórias da Engenheira Eugênia foram organizadas em um compêndio lançado, em 2017. Idealizado pelo Coletivo de Mulheres da Fisenge (Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros), o projeto já ganhou o 1º lugar, na categoria cidadã em comunicação sindical, do Prêmio de Direitos Humanos da Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho (Anamatra). A publicação reúne a trajetória da personagem protagonista, Engenheira Eugênia, uma mulher de 40 anos com 15 de trabalho, recém-divorciada, dois filhos, uma adolescente de 15 anos e um menino de 9 anos. De acordo com a engenheira química e diretora da mulher, Simone Baía, são estas redes que dão sentido ao trabalho desenvolvido. “A leitura da Engenheira Eugênia nas favelas e periferias demonstra a importância do diálogo do movimento sindical com toda a sociedade. Queremos meninos e meninas sonhando em ser engenheiros e engenheiras. Que estes sonhos possam construir um mundo melhor, justo, solidário e igualitário”, anunciou Simone.

A publicação é distribuída gratuitamente e o download AQUI 

 *Texto de Camila Marins
Fotos: Divulgação

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Aconteceu, no dia 19/12,a Reunião da Rede UNI Global Union Mulheres Brasil, em São Paulo (SP). As sindicalistas se reuniram com o objetivo de analisar a atual conjuntura, discutir um conjunto de ações para 2019 e organizar o encontro de redes de mulheres da América. “Dentre os nossos propósitos está a valorização do trabalho da mulher bem como sua organização política como forma de enfrentamento aos retrocessos”, afirmou a engenheira química e diretora da mulher da Fisenge, Simone Baía.

Reunião da Rede Uni Mulheres acontece em São Paulo

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Quarta, 28 Novembro 2018 17:50

Fisenge assina acordo coletivo da Conab

Depois de um longo e difícil processo de negociação, foi assinado no Tribunal Superior do Trabalho (TST), o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2017/2019 dos empregados da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). O acordo foi firmado no TST entre a Conab, a Fenadsef (Federação Nacional dos Trabalhadores do Serviço Público Federal) e a Fisenge. O ACT garante reajuste de 100% do INPC acumulado no período de 1º/09/2016 a 31/08/2017 sobre salários e benefícios, além de 60% do índice do INPC acumulado no período de 1º/09/2017 a 31/08/2018 sobre os salários e benefícios. A referência para aplicação dos índices será o salário em 1º de setembro de 2018. Entre outras cláusulas, há também a previsão de um abono indenizatório no valor de R$ 1.100,00 para os empregados. “Nesses tempos de reforma trabalhista, conseguimos conquistar a manutenção da cláusulas sociais de acordos anteriores e esta tem sido nossa estratégia na maior parte das negociações”, explicou o engenheiro e diretor de negociação coletiva da Fisenge, Fernando Jogaib. O engenheiro e diretor do Senge-MG, Ricardo Soares, representou a Fisenge na negociação com a empresa. “Havia um ambiente muito difícil, principalmente porque a empresa não recuou em sua proposta de 0% nas cláusulas econômicas em todas as rodadas. Diante deste cenário de 0% e também de retirada de direitos, a saída foi a mediação junto ao TST”, contou. Ricardo ainda lembrou que na negociação passada, a Fisenge foi impedida de assinar o ACT, o que já foi oficializado nesta negociação. “Agora, nós assinamos o acordo. Este processo permitiu o fortalecimento da representação dos engenheiros na empresa e o início das discussões sobre questões específicas, como ART e aplicação da correção ao Salário Mínimo Profissional”, acrescentou.

O ACT tem vigência de 2 anos.


Fisenge assina acordo coletivo da Conab

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Para o ex-ministro, além de defender a democracia contra o fascismo, o povo brasileiro vai ter que escolher entre uma nação soberana ou uma economia completamente subordinada ao capital estrangeiro

“No Brasil, temos uma coisa rara que é a combinação do fascismo com o ultra neoliberalismo, dentro de uma mesma plataforma política. O que não é comum. O fascismo sempre esteve ligado, ainda que de uma maneira perversa, ao nacionalismo. Mas, nossos fascistas defendem as indústrias estrangeiras. Essa é a peculiaridade. Eles querem uma economia completamente subordinada, com ausência do controle de nossas riquezas”, disse o embaixador Celso Amorim, durante o VII Simpósio SOS Brasil Soberano - A engenharia, as eleições e o desenvolvimento no Brasil, realizado no dia 21/9, no Rio de Janeiro. O evento é iniciativa da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge) e do Sindicato dos Engenheiros do Rio de Janeiro (Senge-RJ), em comemoração ao Jubileu de Prata.

Ex-ministro de Relações Internacionais e da Defesa, Celso Amorim defende que a política industrial, o desenvolvimento de uma engenharia própria, a independência tecnológica e a defesa nacional são fundamentais para uma nação soberana. “O EUA, por exemplo, com todo privatismo, quando se trata de defender uma empresa estratégica, ele defende. Mais de 50% das encomendas feitas a essas empresas vêm do Estado americano, através do Pentágono, que é o grande financiador da tecnologia, em qualquer área. Ou seja, o Estado sempre se faz presente. Já nosso atual governo, temos uma política industrial em função de outros países, como Singapura, Coreia etc”, afirma.
Para Celso Amorim, é preciso 20 a 30 anos de governo, “não necessariamente do mesmo partido”, dedicado à defesa da soberania nacional e do desenvolvimento do país para ocorrer a construção de uma nação com independência tecnológica.

TRAGÉDIA DO MUSEU NACIONAL
Celso Amorim considera a tragédia do Museu Nacional, ocorrida na noite do dia 02/09, uma metáfora do está acontecendo no Brasil. “É um incêndio na inteligência brasileira, é um incêndio na criação artística, é um incêndio na nossa memória. Nós não sabemos mais quem somos porque grande parte do que somos virou cinzas”.
De acordo com o ex-ministro, a imagem que o Brasil tem passado para o resto do mundo é que o país ficou decadente antes de ser desenvolvido. “A emenda constitucional do teto dos gastos não existe. Fazer contenção por vinte anos é inacreditável. Mas, nós fomos submetidos a isso, infelizmente. São muitas coisas inacreditáveis ocorrendo, e nós temos que lutar contra elas”.

Por Marine Moraes (Senge-PE)

Foto: Adriana Medeiros

"A disputa é do desenvolvimentismo nacional contra o ultraliberalismo", diz Celso Amorim

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Neste domingo (23/9), em Pernambuco, uma manifestação, intitulada de “Marcha da Família”, cometeu e propagou inúmeras atitudes de violência contra mulher. Isso porque centenas de pessoas entoaram uma canção de cunho machista e misógino em favor de um candidato à presidência da República que é representante do fascismo e do retrocesso. Os trechos da música representam um atentado à dignidade humana das mulheres. O Brasil é o quinto país com maior número de feminicídio no mundo. Manifestações como esta só contribuem para o aumento da violência contra a mulher. O direito à liberdade de expressão não é absoluto e, neste caso, há abuso, uma vez que a música inferioriza e oprime mulheres. Repudiamos a manifestação e afirmamos a democracia como campo legítimo de disputa da política. Não aceitaremos retrocessos e narrativas de ódio.

Coletivo de Mulheres da Fisenge
Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros
Rio de Janeiro, 24 de setembro de 2018.

Coletivo de Mulheres da Fisenge repudia manifestação misógina

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O simpósio faz parte da programação do Jubileu de Prata da Fisenge, que comemora 25 anos de fundação

No próximo 21 de setembro, acontecerá o Simpósio SOS Brasil Soberano sobre “A engenharia, as eleições e o desenvolvimento do Brasil”, no Rio de Janeiro. Cerca de 400 engenheiros e engenheiras de diversas partes do país irão debater com especialistas e intelectuais propostas sobre a profissão, a soberania nacional e os rumos do Brasil. O evento faz parte da programação do Jubileu de Prata da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge), que comemora 25 anos de fundação.

De acordo com o engenheiro e presidente da Federação, Clovis Nascimento, o simpósio tem o objetivo de contribuir com a formulação estratégica para um projeto de nação. “Quando falamos em soberania, pensamos em engenharia, ciência, tecnologia e inovação. O Brasil precisa de um projeto de nação de longo prazo comprometido com a engenharia, a democracia e a soberania”, afirmou. Ainda segundo Clovis, a história da Fisenge, ao longo de seus 25 anos, coincide com parte da história brasileira na luta pela democracia no país. “Nestas eleições, defendemos um programa de governo comprometido com a valorização da engenharia brasileira, a retomada do projeto de desenvolvimento, a solidificação do Estado democrático de direito e a soberania nacional”, enfatizou Clovis.

Na programação estão o embaixador Celso Amorim, o economista Paulo Nogueira Batista Jr., o sociólogo e o diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz. O simpósio acontecerá no Clube de Engenharia, das 14h às 18h, com entrada franca. A solenidade de abertura contará com a presença do presidente do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), Joel Krüger; o presidente da Fisenge, Clovis Nascimento; o presidente da Mútua, Paulo Guimarães; o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ), Luiz Cosenza; o presidente do Senge-RJ, Olímpio Alves dos Santos e o anfitrião e presidente do Clube de Engenharia, Pedro Celestino.

Celso Amorim
Embaixador, Celso Amorim é graduado pelo Instituto Rio Branco, com estudos de pós-graduação na Academia Diplomática de Viena e na London School of Economics and Political Science (LSE). Foi Ministro das Relações Exteriores do Brasil nos governos Itamar Franco (1993-1994) e Lula da Silva (2003-2010). Foi Ministro da Defesa no primeiro governo de Dilma Rousseff (2011-2014). Amorim é o Ministro de Relações Exteriores mais longevo da história do Brasil. Foi Representante Permanente junto às Nações Unidas (1995-1999). Também presidiu o Conselho de Administração da Organização Internacional do Trabalho (OIT), o Conselho de Serviços da OMC e a Comissão para a Convenção de Controle do Tabaco na Organização Mundial de Saúde (OMS). Foi também Embaixador junto ao governo do Reino Unido (2002). Atualmente é Presidente do Conselho Executivo da UNITAID.

Clemente Ganz Lúcio
Sociólogo graduado em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Paraná. Desde 2004 é Diretor Técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos – DIEESE. Atualmente é Docente Horista da Escola DIEESE de Ciências do Trabalho, Membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República (CDES) e Membro do Conselho de Administração do Centro de Altos Estudos Brasil Século XXI.

Paulo Nogueira Batista Jr.
Economista, foi vice-presidente do Novo Banco de Desenvolvimento, estabelecido pelos BRICS em Xangai, e diretor-executivo no FMI pelo Brasil e mais dez países

Fisenge promove simpósio sobre “Engenharia, eleições e desenvolvimento do Brasil”

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"Um povo sem memória é um povo sem história. E um povo sem história está fadado a cometer, no presente e no futuro, os mesmos erros do passado", historiadora Emília Viotti

Na noite de ontem (2/9), o Museu Nacional, localizado no Rio de Janeiro, teve seu acervo devastado por um incêndio. Em junho deste ano, o Museu, que foi sede da 1ª Assembleia Constituinte do Brasil, completou 200 anos. Cerca de 20 milhões de itens foram completamente destruídos, entre eles o primeiro dinossauro montado no Brasil e Luzia, o mais antigo fóssil humano já encontrado no país. Um incêndio desta proporção demonstra o descaso e a falta de investimentos públicos dos governos com a preservação da memória e cultura. A instituição deveria ter um repasse anual de R$ 550 mil, mas só recebia cerca de 60% desse valor desde 2013. A situação ainda é pior com a aprovação da Emenda Constitucional 95 do governo federal, que estrangula os investimentos em ciência e tecnologia.

O sucateamento do Museu resultou na falta de equipamentos, portas corta-fogo e estruturas de prevenção a incêndios. Nos dois hidrantes próximos ao Museu Nacional não havia pressão suficiente, resultando em falta de água por um longo período. Os bombeiros precisaram pedir caminhões-pipa da Cedae para controlar o incêndio. Em junho deste ano, o BNDES assinou um contrato de financiamento de R$ 21,7 milhões para restauração e uma das parcelas deveria ser investida em segurança contra incêndio. O Brasil vive uma perda irreparável em sua memória, cultura e preservação do patrimônio público. O acervo do Museu Nacional tinha uma importância mundial.

O Rio de Janeiro vive uma crise econômica e política sem precedentes, com o sucateamento de equipamentos públicos fundamentais como a UERJ, UEZO, museus, arenas culturais, teatros, cortes nas bolsas. O incêndio da noite de 2 de setembro é um epistemicídio anunciado.

Nós, engenheiros e engenheiras organizados na Fisenge, nos solidarizamos com os pesquisadores, professores, alunos e trabalhadores do Museu Nacional. Ressaltamos, ainda, a importância da valorização da pesquisa, ciência e tecnologia para preservação da memória e do patrimônio público. Reivindicamos a apuração imediata das causas do incêndio e a revogação da Emenda Constitucional 95. Não foi acidente.

Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros
Rio de Janeiro, 03 de setembro de 2018.

Federação de Sindicatos de Engenheiros presta solidariedade aos pesquisadores e trabalhadores do Museu Nacional

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