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Nesta quinta-feira (10), o governo anunciou que não vetará nenhum dos termos do acordo anunciado pelas empresa.

Governo aprova venda da Embraer à estadunidense Boeing

Acordo entre a Embraer e a Boeing causa preocupação em setores das Forças Armadas e do Itamaraty / Sgt. Batista/Agência FAB

O governo anunciou nesta quinta-feira (10) que não exercerá o poder de veto para o acordo entre a Embraer e a estadunidense Boeing para criação de uma nova empresa comercial. 

Em nota, a Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República afirma que “em reunião realizada hoje com o Exmo. Sr. Presidente Jair Bolsonaro, com os Ministros da Defesa, do GSI, das Relações Exteriores, da Ciência e Tecnologia, Inovações e Comunicações; e representantes do Ministério da Economia e dos Comandos da Marinha, do Exército e da Aeronáutica foram apresentados os termos das tratativas entre Embraer (privatizada desde 1994) e Boeing”.

O comunicado afirma ainda que “a proposta final preserva a soberania e os interesses nacionais”. E anuncia que “não será exercido o poder de veto (Golden Share) ao negócio”. 

Em dezembro, as empresas haviam anunciado a aprovação dos termos do acordo. A estadunidense Boeing deterá 80% do novo negócio e a Embraer 20%. Com isso, a Embraer abre mão do setor mais rentável da companhia, que é a produção de aviões comerciais, responsável por 58% dos lucros da empresa em 2017.

O negócio é criticado por setores militares e do Itamaraty. Em entrevista ao Brasil de Fato e, março de 2018, o diplomata e ex-ministro das Relações Exteriores e da Defesa, Celso Amorim, ressaltou a preocupação dos que chama de “verdadeiros patriotas” das Forças Armadas, principalmente em relação à defesa e soberania do país.

“Eu acho que eles devam estar muito preocupados. Pelo menos os verdadeiros patriotas, que são obviamente a maioria, e aqueles que estiveram envolvidos no desenvolvimento tecnológico [da empresa]”.

Em nota técnica divulgada em outubro deste ano, especialistas do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) fizeram diversos alertas sobre as negociações entre a Embraer e a Boeing, entre eles, o impacto econômico principalmente na geração de empregos no Brasil. 

“Há um temor imediato com relação aos 16 mil empregos que a Embraer tem diretos no Brasil, fora os indiretos, que são completamente dependentes destes e vão desde pequenos e médios fornecedores, até a [questão da] economia que ela faz girar onde está instalada”, dizia a nota.

Para o Dieese, não se trata de uma fusão entre as empresas, mas da compra da Embraer pela companhia estadunidense.

 

Fonte: Brasil de Fato

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Transação entre companhias foi oficialmente fechada nesta segunda-feira (17) e aguarda decisão final do governo.

Criada em 1969, Embraer é referência mundial na fabricação de aeronaves  - Créditos: Divulgação Embraer

Criada em 1969, Embraer é referência mundial na fabricação de aeronaves / Divulgação Embraer

O acordo entre a Embraer e a fabricante estadunidense Boeing, anunciado oficialmente na última segunda-feira (17), foi recebido com críticas e preocupação por especialistas que acompanham o setor.

A medida, que vinha sendo costurada desde o final de 2017 e é defendida tanto pelo governo de Michel Temer (MDB) quanto por Jair Bolsonaro (PSL), implica a criação de uma joint venture, que consiste na criação de uma nova empresa a partir das duas companhias.

Temer e sua equipe têm afirmado que a fusão seria vantajosa para o Brasil. O vice-presidente eleito, general Hamilton Mourão, disse à imprensa, nessa segunda-feira (17), que o negócio seria “vital” para que a Embraer possa “enfrentar a concorrência internacional”.

A declaração é contestada, por exemplo, pela economista Renata Belzunces, técnica do Dieese. Ela alerta que na prática, pela forma como a transação vem sendo acertada, a Embraer será quase totalmente vendida e tende a perder importância e presença no mercado. Isso porque as normas do acordo preveem que a Boeing passe a controlar 80% do novo negócio, deixando a fabricante brasileira com 20%.

Além disso, após os dez anos de duração da joint venture, a empresa estadunidense terá direito à compra dos 20% da Embraer. A transação total do negócio é avaliada em U$ 5,26 bilhões.

Outro ponto crítico do acordo diz respeito aos setores de produção que estão sendo negociados: a Boeing deverá ficar com a parte de aviação comercial, considerada a mais rentável da empresa, enquanto à Embraer restarão os segmentos de aviões de defesa aérea e aviação executiva. Este último envolve a produção de jatinhos.

Segundo dados oficiais da empresa, o faturamento da Embraer teve, em 2017, participação de 16% do setor de defesa e 26% da aviação executiva. Já a parte de produção de aviões comerciais foi responsável por 58% dos lucros.

Belzunces afirma que o negócio entre a Boeing e a Embraer compromete a soberania nacional e coloca em risco a viabilidade da fabricante brasileira.

“Não se trata de uma fusão ou combinação de negócios; se trata de uma compra. E a gente não tem, de fato, elementos econômicos e técnicos que garantam a sobrevivência do que vai restar da Embraer”, aponta a economista.

Em nota técnica divulgada em outubro deste ano, especialistas do Dieese ainda realizaram outros alertas. Um deles diz respeito aos possíveis impactos na economia brasileira. Com a transação entre Boeing e Embraer, a fabricante estrangeira pode, pelo acordo firmado, remanejar 100% dos trabalhadores das atividades da aviação comercial para a nova empresa que será criada, o que traz a possibilidade de os postos de trabalho ficarem nos Estados Unidos, sede da Boeing.

“Há um temor imediato com relação aos 16 mil empregos que a Embraer tem diretos no Brasil, fora os indiretos, que são completamente dependentes destes e vão desde pequenos e médios fornecedores, até a [questão da] economia que ela faz girar onde está instalada”.

Empregos

A projeção é de que a transação atinja fortemente o Vale do Paraíba (SP), por exemplo, onde se situa a sede principal da Embraer. Por conta disso, o Ministério Público do Trabalho (MPT) ingressou, em julho deste ano, com uma ação civil pública na Justiça Federal.

O órgão pede que a União seja obrigada a condicionar a transação entre as empresas à garantia da manutenção dos empregos. Em audiências anteriores ocorridas entre o MPT e representantes das companhias, as duas fabricantes negaram o pedido.

Na ação judicial, o MPT pede também que a produção das aeronaves não seja transferida para o exterior. O pedido ainda não foi julgado pela Justiça e a notícia do avanço das negociações entre as duas companhias piorou o clima entre os trabalhadores da empresa, que vivem um contexto de tensão com as cerca de 800 demissões já promovidas pela Embraer desde o início deste ano.

“Se as duas estão dizendo que o negócio é bom, mas não garantem emprego, então, pro trabalhador, é óbvio que não é bom. É bom só para os acionistas. Então, o clima de apreensão é muito grande”, afirmou Herbert Claros, da direção do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos (Sindmetal-SJC), em entrevista ao Brasil de Fato.

O acordo entre Boeing e Embraer precisará agora da aprovação do governo brasileiro. Apesar de a fabricante nacional ser privatizada, ela conta com forte apoio do Estado e tem a União como detentora de uma ação especial, a chamada golden share, que garante poder de veto em determinadas decisões da gestão da companhia.

O Palácio do Planalto tem 30 dias para se pronunciar, o que faz com que a decisão possa se dar ainda na gestão Temer ou somente em janeiro, já sob o governo Bolsonaro.  

 

Fonte: Brasil de Fato / Edição: Mauro Ramos

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Hoje, às 15h30, o DIEESE promove debate sobre conjuntura nacional: perspectivas econômicas para 2019 e o cenário sindical, no Clube de Engenharia. A atividade contará com apresentações do diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio; do técnico do escritório regional do Dieese no RJ, Paulo Jäger; e do historiador da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Chico Teixeira.

No Rio de Janeiro, Dieese promove debate sobre perspectivas econômicas para 2019

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por Camila Marins

“O nosso grande desafio é promover e sustentar o crescimento econômico”, afirma o diretor do DIEESE, Clemente Ganz.

Foto: Alessandro Carvalho

De acordo com dados do IBGE, a variação do PIB total em 2008 foi de 5,1% e em 2017 de 1,0%. O crescimento do PIB de 1% em 2017 deixou o Brasil em último lugar dentro de um ranking de 45 países. O sociólogo e diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz, fala sobre os pilares de um projeto de retomada do desenvolvimento econômico.

É sociólogo graduado em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Paraná. Desde 2004 é Diretor Técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos – DIEESE. Atualmente é Docente Horista da Escola DIEESE de Ciências do Trabalho, Membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República (CDES) e Membro do Conselho de Administração do Centro de Altos Estudos Brasil Século XXI.

Quais os principais problemas macroeconômicos do Brasil e de onde pode vir o impulso para a geração de empregos?

São vários os problemas macroeconômicos, mas eu resumiria que o nosso grande desafio é promover e sustentar o crescimento econômico. Considero que duas dimensões são fundamentais, de um lado ampliar o investimento público e privado, investimento em infraestrutura econômica e social. Isso requer como resposta uma reorganização da capacidade de financiamento para investimento. Portanto, uma reorganização de todo o sistema financeiro, voltado para o investimento produtivo e uma equação macroeconômica que coloque e permita que o câmbio tenha um equilíbrio que sustente o desenvolvimento produtivo, além de uma integração econômica fortalecida pela capacidade de produção de manufatura e de serviços que são exportáveis para o mundo.

A produção dessa estratégia é complexa e exige um projeto de estruturação de um desenvolvimento em termos de diversidade industrial, tamanho do mercado interno, posicionamento geopolítico e vantagens competitivas. A outra dimensão fundamental se dá por um lado pelo próprio investimento e de
outro lado pela capacidade do Estado tenha de realizar os investimentos. 

“O PAPEL DA ENGENHARIA É DAR SUPORTE, PROMOVER CAPACIDADE, CONSTRUIR OS ELEMENTOS QUE DÃO CAPACIDADE ECONÔMICA PARA UMA SOCIEDADE”

Especificamente no caso do Estado, a sustentação da demanda exige uma reorganização fiscal, articulada a partir de uma estratégia de crescimento econômico que, em um primeiro momento, gera capacidade para retomada do crescimento. No segundo momento, na medida que o crescimento promova a ampliação da própria capacidade fiscal do Estado, reorganizar um equilíbrio fiscal, reorganizar o orçamento público de tal maneira que o investimento tenha um orçamento próprio, garantindo uma sustentação de médio e longo prazo. De outro lado que os gastos sociais possam ser debatidos e, politicamente, definidos à luz das prioridades que o país tem e daquilo que a capacidade fiscal vai gerando em termos dos investimentos.

No âmbito das famílias, é fundamental que nós tenhamos uma política emergencial de curtíssimo prazo, visando criar ocupações para gerar renda para aquelas pessoas que estão em situação de desemprego de longa duração e, rapidamente, estruturar uma política de investimento, de reorganização da nossa capacidade, de estruturação econômica e social de investimento necessário para o espaço urbano e rural. E nessa política de investimento rearticular o sistema produtivo para uma estratégia na qual a nossa base de produção econômica esteja orientada para a estruturação de formação de capital, capa-
cidade produtiva, formação de uma mão de obra em termos de conhecimento. É necessário que essa articulação resulte em um projeto que traduza as nossas prioridades em termos de crescimento, de geração de empregos àquelas nossas capacidades reais de desenvolvimento econômico. Essa relação entre investimento, papel do Estado e a organização das empresas e dos investimentos na ampliação do capital e, portanto, da tecnologia aplicada e do conhecimento é fundamental.

Qual o papel da engenharia na economia e no desenvolvimento social?

A engenharia é aquela área de produção de conhecimento e da ciência que reúne desenvolvimento e a capacidade cognitiva de resolver problemas e de dar materialidade a soluções que possam transformar uma realidade em relação aquilo que se busca. A capacidade de engenharia está associada a uma capacidade que a sociedade tem de estruturar a sua base econômica e os processos de produção que geram bens e serviços, que dão todos os elementos que compõem a nossa vida cotidiana, do ponto de vista de infraestrutura econômica e social. O papel da engenharia é dar suporte, pro-
mover capacidade, construir os elementos que dão capacidade econômica para uma sociedade produzir o seu desenvolvimento social.

Para um próximo governo, quais deveriam ser as primeiras medidas ao tomar posse?

Primeiro será necessário ter uma grande iniciativa de articulação no âmbito do Congresso e com os agentes econômicos e sociais para estruturar as grandes iniciativas de organização do nosso desenvolvimento econômico e social. A organização de processos legislativos que autorizem transformações, seja na estrutura tributária e sistema produtivo, ou recolocando em padrões e condições para que o desenvolvimento nacional seja centrado na capacidade produtiva da nossa economia para estruturar o nosso desenvolvimento social. Isto exige pactuação entre trabalhadores e empregadores, iniciativas de reorganização do Estado brasileiro e de uma estratégia de desenvolvimento produtivo. Ao mesmo tempo, é necessário reorganizar rapidamente a estrutura orçamentária da União, rever a lei do teto (PEC 95), recolocar a organização do sistema tributário e da organização fiscal do Estado em novos patamares com centralidade no investimento e políticas sociais. É preciso uma reestruturação muito forte visando fortalecer o Estado com tecnologia da informação e capacidade gerencial para administrar a complexidade das políticas públicas e do desenvolvimento econômico. É necessário urgentemente reto-
mar obras públicas que estão paradas para gerar emprego, demanda para indústria, resultando no desenvolvimento da atividade produtiva.

Que áreas são estratégicas para o desenvolvimento do Brasil?

Considero a infraestrutura econômica a base de uma grande estratégia de desenvolvimento para fazer parte de uma estratégia de médio e longo prazo nos setores de energia, transporte, comunicação, articulados com uma capacidade produtiva distribuída e indutora de pesquisa, de ciência, de tecnologia e de inovação. A outra dimensão fundamental é que 85% da nossa população já mora no espaço urbano que se coloca como uma oportunidade de grandes investimentos e de profundas mudanças. Isso significa pensar um espaço urbano saudável para a vida coletiva, acompanhado por saltos tecnológicos que as áreas de energia, comunicação e transporte podem dar.

O Brasil tem um vasto território e toda a área de lazer e de turismo pode ser desenvolvida a uma vasta capacidade de produção agrícola. Temos as maiores áreas de terra agriculturáveis, portanto, a produção de alimentos é um eixo estruturante do nosso desenvolvimento econômico e a industrialização dessa produção é elemento essencial para agregação de valor. A produção de ciência e tecnologia ao desenvolvimento de tecnologias inovadoras na área da produção alimentar é uma parte fundamental do nosso desenvolvimento. A nossa biodiversidade é uma oportunidade de produção e de industrialização de medicamentos para uma sociedade que envelhece.

 

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A Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge) lançou, no dia 23/08, o livro “O Mercado de Trabalho Formal dos Profissionais de Engenharia”. A publicação reúne dados fornecidos pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) sobre o mercado de trabalho formal dos profissionais de engenharia em 2016. “Esta publicação tem o objetivo de ser um instrumento de fortalecimento da engenharia brasileira e também de orientação à ação sindical. Seu escopo abrange os profissionais formalmente empregados, agrupados nas seguintes categorias: engenheiros, agrônomos, geólogos/geofísicos e demais categorias, sendo este último agregado composto por geógrafos, físicos e meteorologistas”, afirmou o engenheiro e presidente da Fisenge, Clovis Nascimento. Também é possível acessar a versão resumida.

Confira o livro AQUI.

Fisenge lança livro sobre o mercado de trabalho de engenheiros

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Com carga horária de 24 horas, as aulas aconteceram ao longo de três dias, e reuniram líderes sindicais de todo o estado.

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O auditório do Sindicato dos Engenheiros no Estado do Paraná (Senge-PR) recebeu, na última semana, o curso Comunicação e Expressão, ofertado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) e facilitado pelo próprio Senge-PR.

Voltado para líderes sindicais, o objetivo do curso é desenvolver a expressão verbal a partir de exercícios sobre comunicação, possibilitando a superação de dificuldades relacionadas à exposição de ideias, discussão de conceitos, formulação de argumentos e condução de atividades sindicais, como assembleias e negociações.

Além de diretores de diversas regionais do Senge-PR, líderes de entidades sindicais de todo o estado participaram do curso. Com carga horária de 24 horas, as aulas aconteceram ao longo de três dias.

 

FONTE: Senge-PR

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Principais índices e cálculos já estão disponíveis na ferramenta. Basta apenas um clique

Dieese lança aplicativo para ajudar nas negociações sindicais

O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) lançou um aplicativo com os principais cálculos que um dirigente necessita em uma rodada de negociação. A ferramenta pode ser acessada por meio de qualquer modelo de celular.

Com apenas um toque, pode-se ter acesso à calculadora de perda salarial, benefícios e abono, por exemplo. Além disso, a entidade oferece gráficos com reajustes, cláusulas em destaque, pisos regionais e reajustes de pisos.

“Além do uso em negociações coletivas, queremos que, a partir do aplicativo, o dirigente faça demandas a uma unidade de atendimento remoto do Dieese. Pretendemos, assim, reorganizar a forma de fazer o atendimento sindical nas negociações coletivas, permanentemente e em tempo real”, explicou o Diretor Técnico do Dieese, Clemente Ganz.

Por meio do aplicativo, que inicialmente é aberto e gratuito - depois será cobrado um valor sobre os serviços oferecidos -, o Dieese pretende iniciar uma nova era, entrando de vez no universo virtual. Além disso, diz Clemente, a tecnologia ajuda a resistir a essa situação nova de falta de recursos.

“Isso já fazia parte do projeto do Departamento e estamos acelerando o desenvolvimento da ferramenta com o máximo de opções para os usuários terem mais autonomia para acessar virtualmente uma série de informações”, diz Clemente.

Segundo ele, o Dieese está criando uma equipe que ficará responsável somente pelo atendimento remoto.

“São postos novos de trabalho para atender esse tipo de demanda, desde a construção do aplicativo até os serviços que serão oferecidos no futuro, para que, na ponta, o dirigente ganhe com rapidez e agilidade e, para isso, estamos batalhando para ter uma unidade que faça atendimento das 8h às 20h”, complementou o diretor técnico do Dieese.

 

FONTE: CUT / Escrito por: Luciana Waclawovsky

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Empresa pode ser vendida para a holandesa LyondellBasell, que se tornaria a maior petroquímica do mundo, monopolizando a produção de resinas plásticas no Brasil.

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Foto: Divulgação Brasken

Dieese alerta que a venda da Braskem para a transnacional holandesa LyondellBasell representa riscos para toda a cadeia petroquímica no Brasil, pois inviabiliza o planejamento estratégico de longo prazo para o setor com a saída da Petrobras, que anunciou que deverá acompanhar a movimentação da Odebrecht, optando pela venda conjunta da sua parcela no negócio.

"Abrir mão de um setor tão estratégico e dinâmico pode aprofundar a desindustrialização no país, promover o fechamento de empresas e de postos de trabalho e, consequentemente, minar as possibilidades de construção de uma sociedade justa e igualitária", diz o Dieese, em nota técnica na qual avalia o novo cenário que se redesenha para o setor petroquímico a partir da eventual desnacionalização da Braskem.

Os técnicos do Dieese lembram que a empresa detém o monopólio da produção de resinas no Brasil – matéria-prima utilizada na produção dos mais diversos tipos de materiais plásticos – e que os eventuais novos proprietários acabarão ditando o preço desses insumos. Nesse aspecto, os prejuízos seriam não apenas para a indústria brasileira, mas também atingiriam o consumidor final, já que o plástico está presente em inúmeros produtos, desde roupas a eletrodomésticos.

A Braskem é hoje a sexta maior companhia do mundo no setor petroquímico. Além do Brasil, tem plantas nos Estados Unidos, no México e na Alemanha. No Brasil, a companhia emprega cerca de 6 mil trabalhadores, com 2.500 só no Polo Petroquímico de Camaçari, na Bahia. Se confirmada a fusão, a LyondellBasell deve se tornar a maior produtora de resinas termoplásticas do mundo. A expectativa do mercado é que o negócio seja firmado em até dois meses.

"As decisões relativas ao setor petroquímico brasileiro não podem ser implementadas isoladamente, sem articulação com uma política de soberania nacional que promova efeitos positivos em toda a cadeia: da extração do petróleo até a produção do plástico (do poço ao plástico) e gere empregos decentes, contribuindo para a melhoria das condições – de vida e de trabalho – dos trabalhadores", diz um trecho da nota.

O Dieese avalia também que o controle da Braskem pelo grupo holandês deve aumentar ainda mais o déficit da indústria química na balança comercial brasileira que, nos últimos 17 anos, enviou mais de US$ 186 bilhões ao exterior em remessas de lucros e dividendos. De acordo com dados do IBGE de 2016, a cadeia petroquímica brasileira representa cerca de 14,3% do valor bruto da produção industrial do país e emprega cerca de 664 mil de trabalhadores nos diversos setores que a compõem.

 

FONTE: CUT / Escrito por Redação RBA

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Pesquisa aponta que o preço do gás de cozinha chega a afetar em até 59% o orçamento familiar dos mais pobres. Para o Dieese, greve dos caminhoneiros mostrou o iceberg da política nefasta de preços da Petrobras

Mais pobres pagam pela política de preços da Petrobras, mostra Dieese

FOTO: PEDRO VENTURA / AGÊNCIA BRASÍLIA

A greve dos caminhoneiros que paralisou o país em maio último, acendeu a luz sobre os preços praticados pela Petrobras não apenas na questão do diesel e da gasolina, mas também no quanto afeta o orçamento familiar, o preço do botijão de gás.

A partir dessa premissa, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) fez o levantamento de preços e as conseqüências dos constantes reajustes dos derivados de petróleo praticados após maio de 2016, sobre o orçamento doméstico, principalmente das famílias mais pobres.

Entre as famílias 10% mais pobres, o preço do gás pesou mais no orçamento daquelas que viviam no Maranhão (59,0%), Acre (51,5%) e em Sergipe (50,7%). Os menores percentuais foram registrados em São Paulo com (10,8%), Distrito Federal (10,1%) e Santa Catarina (8,9%).

Os dados confirmam a tese de que a política de preços da Petrobras, após maio de 2016 está deixando um forte impacto negativo na renda dos brasileiros.

A nota do Dieese diz que “o valor do botijão de GLP residencial (13 kg) ficou congelado em R$ 13,51 nas refinarias da Petrobras, entre janeiro de 2003 e agosto de 2015. Em julho de 2017, estava em R$ 17,81 e, em dezembro desse mesmo ano, chegou a R$ 24,38, salto de 37%”.

“A nova política de preços adotada pela direção da Petrobras para o GLP de 13 kg não leva em consideração a resolução 4/2005 do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que “reconhece como de interesse para a política energética nacional a prática de preços diferenciados, por produtor ou importador, de gás liquefeito de petróleo (GLP), destinado exclusivamente a uso doméstico em recipientes transportáveis de capacidade de até 13kg, pois tem elevado impacto social, posto que seu custo de do custo do botijão de gás no orçamento doméstico”.

Para o diretor técnico do Dieese Clemente Ganz Lúcio, os números apresentados pela pesquisa demonstram que a Petrobras tem um peso importante na vida dos brasileiros.

“A paralisação dos caminhoneiros mostrou o impacto da política absurda de preços da Petrobras, e para o Dieese é importante alertar a população e ajudar o movimento sindical a ter mais informação de forma organizada, de que como a formação de preços da estatal afeta a economia brasileira”, diz Clemente.

Veja a íntegra da pesquisa aqui

 

FONTE: CUT / Escrito por Rosely Rocha

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No dia 21 de junho, às 9h30, ocorrerá o “Café com Política”, um debate sobre “Os efeitos do choque ultraliberal no Brasil”. O evento, promovido pelo SOS Brasil Soberano, é uma iniciativa do Sindicato dos Engenheiros no Estado do Rio de Janeiro (Senge-RJ) e da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge) e contará com um debate com os economistas do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IE-UFRJ), Luiz Carlos Prado e Eduardo Pinto e com a mediação da cientista política e coordenadora do Dieese, Jéssica Naime.

SOS Brasil Soberano promove debate sobre “Os efeitos do choque ultraliberal no Brasil"

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