A Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge) elaborou para leitura, reflexão e debate o caderno de teses do 11º Congresso Nacional de Sindicatos de Engenheiros (Consenge), que será realizado entre 6 e 9 de setembro, em Curitiba (PR). O material está disponível para download no site www.fisenge.org.br.

Acompanhando a temática central do Congresso “Resistir! Em defesa da engenharia e da soberania nacional”, o material irá subsidiar a realização dos debates, a elaboração de propostas para a ação sindical no próximo período e contribuir para a formulação de políticas públicas, seja nos Encontros/Congressos Regionais, seja no Congresso Nacional.

O caderno reúne as três teses escolhidas, pelo Conselho Deliberativo da Fisenge, para serem debatidas no evento: “Desenvolvimento, Soberania e Engenharia”, “O desenvolvimento e a soberania nacional” e “Proteção social e do trabalho”, respectivamente formuladas pelo embaixador, professor do Instituto Rio Branco e ex-secretário-geral do Ministério das Relações Exteriores, Samuel Pinheiro Guimarães, pelo historiador e professor de Relações Internacionais na Universidade Federal do ABC, Valter Pomar e pelo professor do Instituto de Economia e pesquisador do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho da Universidade Estadual de Campinas, Marcio Pochmann.

“Nossa tarefa é construir o diálogo necessário e ampliar a mobilização nas ruas. A nossa memória nos dá força para organizar, resistir e avançar. Esse Consenge tem o objetivo de provocar a reflexão, o debate e também possibilitar a formulação coletiva de propostas para um projeto de País. Queremos um Brasil desenvolvido, igualitário, fraterno e soberano”, diz o presidente da Fisenge, Clovis Nascimento. 

 

Confira as teses AQUI 

Confira os vídeos no canal da Fisenge no YouTube:

 

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O Sindicato dos Engenheiros no Estado do Paraná (Senge-PR) completa 82 anos de luta em defesa dos engenheiros, da engenharia e da sociedade. Quarto mais antigo sindicato da categoria no Brasil, o Senge foi fundado “aos seis dias do mez de abril do ano de mil e novecentos e trinta e cinco, nesta cidade de Curityba”, como revela um dos principais documentos da entidade, a “acta de fundação”.

Em uma página e meia, em amareladas folhas pautadas unidas entre uma desgastada capa preta, com uma tímida rubrica no canto superior direito imprimindo “A.Beltrão”, a assinatura de onze grandes engenheiros registram a fundação do que hoje é uma das mais respeitadas entidades sindicais da sociedade paranaense.

Dentre os nomes, estava a primeira diretoria da entidade, tendo na presidência o engenheiro Civil Alexandre Beltrão; na secretaria, o engenheiro Civil Angelo Lopes; na tesouraria, o engenheiro Civil Odilon Maeder; e no conselho fiscal os engenheiros civis Eduardo Fernando Chaves, Rosaldo Gomes de Mello Leitão e Flávio Suplicy de Lacerda.

De lá para cá, foram inúmeras lutas pela democracia, em prol da sociedade, na defesa incansável pelos direitos dos engenheiros, pela igualdade e pela justiça. São 82 anos de trabalho permanente em favor dessa categoria profissional que tem como marca a presença em todas as fases do desenvolvimento do nosso estado e do nosso País.

Neste 6 de abril de 2017, parabéns, Sindicato dos Engenheiros no Estado do Paraná pelas mais de oito décadas de sólida atuação em defesa dos engenheiros e da engenharia!

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Tramita, no Senado, uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº61, que permite a transferência dos recursos das emendas parlamentares diretamente para os fundos de participação dos estados e municípios. Isso significa o fim do papel da Caixa Econômica Federal (CEF) como agente financeiro e controlador da execução de emendas do Orçamento Geral da União. De acordo com a Associação Nacional de Engenheiros e Arquitetos da CEF (ANEAC), a Caixa trouxe ao Orçamento Geral da União a mais impactante ferramenta para evitar o superfaturamento de obras, o Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (SINAPI). A Caixa analisa os projetos por meio de seu corpo técnico, formado por 2.200 engenheiros e arquitetos, evitando o superfaturamento de obras. Se aprovada, a PEC 61 irá desmontar um sistema de análise técnica e de fiscalização de obras públicas, abrindo as portas para corrupção. Além disso, muitos contratos de repasse com recursos do orçamento da União deixarão de ser acompanhados pela Caixa ou auditados por órgãos de controle federais, como Controladoria Geral da União (CGU) e o Tribunal de Contas da União (TCU). Com o repasse direto aos estados e municípios, não haverá um instrumento intermediário de análise, controle e fiscalização, trazendo um grande prejuízo à qualificação dos investimentos públicos. Desde 1996, a CEF exerce essa função e mais de 106.000 obras públicas foram entregues. O corpo técnico de engenheiros da Caixa Econômica exerce um papel fundamental de análise dos projetos com o objetivo de otimizar o orçamento, acompanhar a devida execução e evitar obras inacabadas e “fantasmas”. Por todos esses motivos, a Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge) apoia a luta da ANEAC e dos engenheiros da Caixa Econômica Federal. Repudiamos, assim, a PEC 61 em tramitação no Senado Federal e iremos mobilizar senadores pela retirada da matéria.

Rio de Janeiro, 03 de abril de 2017.
Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros

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Marcelo Auler, jornalista com uma longa trajetória nos jornais impressos, fez parte da segunda mesa de debate do I Simpósio SOS Brasil Soberano e discutiu, essencialmente, o tipo de comunicação produzida pela mídia privada, atualmente.

Ana Carolina Westrup (Senge-SE)


"Houve uma época em que a imprensa existia para denunciar. Hoje não. Atualmente, a grande imprensa trabalha para invisibilizar qualquer fato que vai de encontro aos interesses políticos e mercadológicos dos veículos de imprensa. Só para dar um exemplo, parei para olhar os jornais no dia de hoje, 31 de março, data que há 53 anos aconteceu o golpe militar e não achei qualquer registro sobre o assunto. Em um momento que alguns segmentos defendem a volta da intervenção militar, a ausência de uma reflexão sobre esse capítulo da nossa História por parte da grande imprensa é muito sintomático", afirmou Marcelo.


Nessa inflexão da imprensa, Marcelo destacou a importância da presença dos meios de comunicação alternativos. "São os blogs alternativos que fazem o contraponto dessa imprensa apática, mas ainda de forma tutelada pelo Poder Judiciário que, sistematicamente, tem censurado matérias importantes do ponto de vista da elucidação de fatos.Estamos vivendo uma crise na liberdade de imprensa", denunciou o jornalista.

Terminando a sua contribuição no Seminário, o jornalista enfatizou a importância de entender a estratégica dos meios alternativos: "não só para fazer contrapontos, como também para elucidar uma realidade que está sendo omitida para a maioria da população brasileira".



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Jandira Feghali, deputada federal (PCdoB-RJ), participou da primeira mesa do Simpósio SOS Brasil Soberano e discutiu a necessidade de defender a democracia, como base para um projeto popular que garanta os avanços de direitos.

Ana Carolina Westrup (Senge-SE)

Dando ênfase a uma construção de uma frente ampla em defesa da democracia e pela garantia de direitos, Jandira defendeu "o avanço da mobilização e da resistência dos setores progressistas, dos movimentos populares e sindicais, para que a disputa de projetos se dê de forma ampla e que possa conquistar setores médios da sociedade que ainda não foram tocados. Precisamos de um projeto de desenvolvimento nacional que possa atender ao fortalecimento de uma economia soberana e robusta por meio de uma democracia forte e participativa".

A deputada fez um alerta sobre os processos que estão em curso no Congresso Nacional e o quanto eles expõem a importância do referendo da população na escolha de um projeto de governo e, sobretudo, na ampliação da democracia que oportunize a participação popular.

"Eu nunca vi nada tão cruel quanto às reformas propostas pelo Governo Temer. Eu estou há 21 anos no Congresso Nacional e estou assustada com a total destruição dos direitos. Precisamos resgatar e ampliar a democracia, não só no fortalecimento do voto direto, como também na garantia da participação da população nos processos de decisão", afirmou Jandira.

Conjuntura e homenagem
Fazendo uma análise da atual conjuntura, Jandira falou sobre a possível eleição indireta da presidência da República, a partir da possibilidade de cassação da chapa Dilma/Temer pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), destacando esse episódio como próximo desafio para os setores progressistas.

"Temos que ficar atentos e atentas à possibilidade de uma eleição indireta realizada pelo Congresso Nacional, com hegemonia do conservadorismo. Se isso acontecer, pode piorar ainda mais a correlação de forças do atual cenário. Por isso, temos que nos manter mobilizados para uma longa jornada de resistências".
Lembrando o que significou o dia 31 de março há 53 atrás, a deputada federal homenageou todos os lutadores e as lutadoras que deram a vida em defesa da democracia durante o período de ditadura civil-militar no Brasil.

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Na tarde desta quinta-feira (23/3), o deputado federal Ronaldo Lessa (PDT-AL) recebeu diretores da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge). Ronaldo Lessa é presidente da Frente Parlamentar Mista de Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento Nacional no Congresso. O presidente da Fisenge, Clovis Nascimento destacou que é fundamental esse diálogo com o parlamento diante da atual crise política e econômica, que também atinge a engenharia brasileira e os profissionais. “Essa articulação na Frente tem o objetivo de contribuir na formulação de propostas para a retomada do desenvolvimento social e defender a engenharia nacional e a soberania”, afirmou Clovis ressaltando a agenda de retirada de direitos e de desmonte da engenharia brasileira após o golpe presidencial.

Durante o encontro, o presidente do Sindicato dos Engenheiros no Estado do Rio de Janeiro (Senge-RJ), Olímpio dos Santos apresentou o projeto SOS Brasil Soberano ao deputado Ronaldo Lessa. “Nosso objetivo com o simpósio é propor alternativas que recoloquem o Brasil em condições de voltar a crescer economicamente, com soberania e dignidade para o povo trabalhador”, pontuou Olímpio. O primeiro seminário acontecerá dia 31/3, no Rio de Janeiro, sobre o tema “Contra a crise, pelo emprego e pela inclusão”.
De acordo com a diretora da Fisenge e presidente do Crea-PB, Giucélia Figueiredo, este também foi um momento para reafirmar o compromisso da Federação com a Frente Parlamentar. “O deputado Ronaldo Lessa que se colocou à disposição para contribuir com o projeto SOS Brasil Soberano. Defendemos um projeto de nação comprometido com o desenvolvimento social, a engenharia e a soberania”, disse.

O deputado federal Ronaldo Lessa afirmou seu comprometimento na construção do Simpósio SOS Brasil Soberano. “A Frente Parlamentar em Defesa da Engenharia quer que a sociedade possa contribuir cada vez com o Congresso Nacional e possa responder às necessidades de que o Brasil precisa e a Fisenge está absolutamente sintonizada, participando ativamente das reuniões. A Frente também irá contribuir com o projeto SOS Brasil Soberano para a retomada do desenvolvimento social país”, destacou Lessa.


Também participaram da reunião o engenheiro Maurício Garcia e o assessor parlamentar da Fisenge, Maximiliano Garcez.

Sobre o SOS Brasil Soberano
O Senge-RJ e a Fisenge inciam, este mês, o Simpósio SOS Brasil Soberano, uma série de debates que irá reunir profissionais de diferentes áreas de atividade, acadêmicos, formadores de opinião, parlamentares e representantes da sociedade civil, em várias capitais brasileiras, para produzir uma agenda de programas e projetos para o país, em direção oposta a do atual governo. Os simpósios serão um espaço aberto para construir de forma participativa um projeto nacional, considerando um cenário até 2035, focado na engenharia, na soberania e no desenvolvimento econômico e social.

Estão programados quatro encontros até junho. Abre a série o I Simpósio SOS Brasil Soberano, no dia 31 de março, no Rio de Janeiro, com o tema “Contra a crise, pelo emprego e pela inclusão”. A escolha da questão do emprego para iniciar os encontros explica-se, de acordo com Clovis Nascimento, presidente da Fisenge, por ser a mais urgente: já são cerca de 13 milhões de desempregados, de acordo com o IBGE, considerando apenas os dados do trabalho formal. “É a maior crise da história recente do país”, avalia. “Nós, engenheiros, entendemos que sem planejamento não conseguimos chegar a lugar algum. Nosso objetivo é pensar e contribuir para a construção de um novo Brasil. O nosso país tem expertise em diversas áreas, como prospecção de petróleo em águas profundas, e não podemos ficar caudatários da internacionalização da engenharia e do ataque à soberania nacional. A mobilização para a defesa dos direitos e do patrimônio dos brasileiros tem um caráter nacional, multissetorial, porque interessa a toda a sociedade brasileira”, acrescentou Clovis.

A iniciativa tem a coordenação e curadoria de Chico Teixeira, professor de História Moderna e Contemporânea na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Segundo ele, o simpósio deve constituir uma célula de pensamento, um espaço de reflexão, que vá além das análises de conjuntura e apresente propostas objetivas.

Foto da esquerda para a direita: presidente do Sindicato dos Engenheiros - Senge Rio, Olimpio Dos Santos, o engenheiro Maurício Garcia, o deputado federal Ronaldo Lessa, o presidente da Fisenge, Clovis Nascimento, a diretora da Fisenge e presidente do CREA PB, Giucelia Figueiredo e o assessor parlamentar Maximiliano Garcez

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A Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge) repudia a aprovação da terceirização, na noite desta quarta-feira (22/3). Atualmente, são milhões de trabalhadores terceirizados em condições precárias, com salários rebaixados, jornadas extenuantes, alta rotatividade e contratos inseguros. As empresas acumulam passivo trabalhista, violando uma série de direitos. Por meio de nossa assessoria parlamentar, mobilizamos os deputados pelo voto contrário à matéria, mas, em um atentado aos direitos dos trabalhadores, a maioria dos deputados aprovou o projeto, que segue para sanção presidencial. Os trabalhadores terceirizados no Brasil trabalham cerca de 3 horas a mais, recebem uma média de 30% a menos nos salários e ainda sofrem com altos índices de acidentes de trabalho. Com a aprovação da terceirização, também foi incluída a possibilidade de “quarteirização”, a ampliação dos contratos temporários para nove meses e a responsabilidade subsidiária não solidária da empresa. Destacamos que a terceirização afronta a organização sindical dos trabalhadores, uma vez que as atividades podem ser realizadas por diversas empresas, instaurando no local de trabalho diferentes empregadores. Esta lógica fere a unidade dos trabalhadores na organização sindical. A terceirização é uma prática antissindical grave que atinge a liberdade e a autonomia de organização da classe trabalhadora. A Fisenge participa da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Classe Trabalhadora no Congresso Nacional e seguirá mobilizada contra a agenda de retirada de direitos. Também exigimos o veto à terceirização pelo presidente ilegítimo Michel Temer. Nenhum direito a menos.


Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros
Rio de Janeiro, 23 de março de 2017.

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Na manhã do dia 17/03, aconteceu o encontro dos estudantes de engenharia, organizados nos sindicatos filiados à Fisenge. Com a presença de representantes dos estados, a reunião teve como objetivo dar início à construção da agenda do “Fórum de Estudantes” para o 11º Consenge, que acontecerá entre os dias 6 e 9 de setembro.

De acordo com o presidente da Fisenge, Clovis Nascimento, a Fisenge sempre estimulou a organização de estudantes nos sindicatos. “Formalizamos um espaço institucional no congresso para que eles possam discutir efetivamente as formas de participação e os avanços com as propostas e os projetos da juventude da engenharia brasileira”, afirmou. Atualmente, as entidades organizam os estudantes em Senge ou Sindicato Jovem/ Estudante/Junior nos estados.

Para o engenheiro civil Cícero Martins Jr. e também coordenador do Senge Jovem no Paraná, é fundamental o apoio à organização de jovens engenheiros e estudantes. “A multiplicidade que existe no movimento estudantil é muito importante para socializar as experiências e fazer com que a gente consiga trabalhar numa linha comum”, disse. Ele acrescentou, ainda, que o desafio agora é fazer com que todas as engenharias conversem entre si e que seja possível agregá-las em busca de uma união. Já o estudante de engenharia de produção e representante do Senge Jovem de Pernambuco, Magno Moura acredita que organizar os estudantes dentro dos sindicatos é fundamental para aproximar os futuros engenheiros do mundo do trabalho. “Diante das mudanças recentes apresentadas pelo governo Temer, a importância do papel dos sindicatos na formação dos jovens engenheiros fica ainda mais intensa. É o estudante que protagonizará a luta contra essas mudanças e, para que isso aconteça, ele precisa estar bem informado e formado politicamente", declarou.

O coordenador do Senge Jovem de Minas Gerais, Rodrigo Carvalho afirmou que “foi um momento marcante pela aproximação dos Senge Jovem espalhados pelo país e o início da organização do Fórum dos Estudantes a ser realizado em setembro, abordando temáticas importantes para a formação política profissional e sindical, esclarecendo dúvidas e compartilhando informações para despertar a consciência dos futuros engenheiros e engenheiras”.

Um dos maiores desafios para a estudante de engenharia química na Universidade Federal do Paraná (UFPR), Letícia Partala, de 20 anos, durante a faculdade é não ter contato direto com as dificuldades do mercado de trabalho. Para ela, o Senge Jovem é um meio de mostrar ao estudante que ele tem a quem recorrer. “Entrar para o Senge Jovem foi muito importante, porque eu consegui ver quantas discussões existem na engenharia e eu não imaginava. Agora, eu entendo como nós, profissionais, podemos contribuir para a cidade, como na questão no plano diretor, vazios urbanos, e assim dar atenção às questões que a prefeitura acaba ignorando. Um dos objetivos do sindicato é fazer com que a nova geração volte a acreditar que é capaz e que também abrace as lutas em busca de avanços para a sociedade”, pontuou Letícia.

Segundo o estudante de engenharia civil na Faculdade de Rondônia (FARO), Thiago Demarchi Ramos, de 28 anos, só no estado existem 300 estudantes inscritos no Senge Jovem e, para ele, a filiação é importante, pois ajuda a “entender o quê significa o sindicato e também sua atuação como instrumento de defesa dos nossos direitos trabalhistas, além de oferecer cursos e convênios”. Para a estudante do 5º período de engenharia civil da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Larissa Pereira, o sindicato representa a categoria e assegura os direitos do trabalhador, além de orientar em relação à conjuntura política, como na luta contra as reformas trabalhista e da previdência e as terceirizações”. Entretanto, a aluna cotista conta que dentro da universidade percebe a opressão relacionada à questão de classe: “Vejo os grupos mais ricos serem privilegiados com tratamentos diferenciados”, alertou.

Ao final da reunião, o vice-presidente da Fisenge, Roberto Freire falou que foi instituída uma comissão provisória para organizar e construir o Coletivo Nacional dos Estudantes (CNE). “Os estudantes debateram a organização e as pautas do Fórum de Estudantes do Congresso Nacional de Sindicatos de Engenheiros”, contou. Esta é a segunda edição do Fórum dos Estudantes no Consenge, um passo estratégico para a categoria, que representa a renovação e o debate sobre o papel da engenharia na sociedade.

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Na próxima sexta-feira (24), a regional do Senge em Campo Mourão e o Coletivo de Mulheres do Sindicato realizarão a conferência Mercado de Trabalho e as Peculiaridades de Gênero, evento que busca debater as relações de trabalho sob a perspectiva do gênero dentro do universo da engenharia.

E por que debater? Pois há um abismo entre acesso e direitos, sobretudo no mercado da engenharia. Vamos aos números. A participação das mulheres no mercado da engenharia aumentou significativamente nos últimos anos. De fato, o número de engenheiras ocupando postos de trabalho mais que triplicou desde 2003. Mesmo assim, o número ainda é baixo em comparação com o total de vagas.

Segundo dados do mercado de trabalho da engenharia, dos 261 mil postos de trabalho registrados em 2014 em regime celetista, apenas 19% eram ocupados por mulheres.

A diferença é mais gritante quando passamos do número de vagas para os valores médios de salários. Enquanto no mesmo ano os engenheiros receberam, em média, remuneração de R$ 10 mil, as engenheiras ficaram com a média salarial de apenas R$ 8,3 mil, abaixo inclusive da média geral, de R$ 9,9 mil.

É por essa e por outras questões que se faz necessária a problematização e o debate sobre as diferenças e sobretudo como combater isso no mercado e no dia a dia.

Os temas principais da conferência serão: As Mulheres na Engenharia; Principais Direitos da Mulher Profissional e A Mulher e o Sindicato: Desafios e Conquistas.

Com entrada gratuita, a conferência contará com três palestras que abordarão questões como combate ao assédio moral e sexual no ambiente de trabalho, discriminação de gênero e direitos trabalhistas. O evento será das 19 horas as 22 horas, no Auditório do Sindiscam, na Rua Mato Grosso, 2712, Centro.

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No dia 31 de março, o SENGE-RJ e a Fisenge iniciam o projeto "SOS Brasil Soberano". O objetivo é debater um modelo de construção do Brasil até 2035, focado na engenharia, na soberania e no desenvolvimento econômico e social. Será realizada uma série de encontros, com especialistas em vários setores estratégicos da tecnologia, ciência, economia, política e defesa para discutir propostas alternativas para a atual crise vivida no Brasil.

O presidente do SENGE-RJ, Olímpio Alves dos Santos, acredita que o projeto é fundamental para colocar ações em prática.

“Nosso objetivo é criar propostas concretas para resolver os problemas e a crise, de imediato. Nós temos o hábito de ficar apenas reagindo às situações. Queremos mudar esse paradigma”, explica Olímpio.

O primeiro encontro, que será realizado no dia 31 de março, no Rio de Janeiro, tem como tema "Contra a crise, pelo emprego e pela inclusão". Especialistas irão debater medidas de caráter imediato, anticíclicas, visando a retomada imediata do emprego e a reversão das perspectivas cruéis de uma longa depressão da economia brasileira.

“Precisamos mostrar que é necessário discutir o papel das empresas em setores estratégicos. As empresas estatais viraram cabides de interesses políticos e privados; e as empresas privadas viraram pontos de corrupção, o que as está destruindo, sem ninguém pensar no conteúdo tecnológico importante que elas possuem”, defende o presidente do SENGE-RJ.

O evento será entre as 9h e as 17h, no auditório da Faculdade MacKenzie, Av. Rio Branco 277 – 3º andar. Confira a programação completa aqui.

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